No momento em que Kaneki cravou os seus dentes no ombro de Touka, ela suspirou, sentindo um pouco de dor e algo mais satisfatório por estar nos braços dele e por ser marcada, como uma forma de selamento entre ambos por toda a eternidade.
Uma mão dele a abraçava junto ao seu corpo, enquanto a outra corria pelo pescoço dela, as pontas das unhas deslizando por entre a nuca já arrepiada.
A camisa de Kaneki se encontrava no chão agora, pois precisava ser correspondido com a mesma intensidade que havia marcado o corpo dela.
Touka abafou um gemido e tornou a cravar os dentes, que agora mais pareciam presas, no ombro exposto de Kaneki, o fazendo emitir um gemido gutural dessa vez.
Touka sentiu sua blusa deslizar mais para baixo, totalmente desta vez, o que a fez se prender entre os cotovelos dela, que ainda se encontrava abraçada a Kaneki, marcando-o e sendo marcada por ele.
A boca dele largou o ombro dela e agora olhos acinzentados se encontravam com olhos azuis. Touka sabia o que ele queria e deixou escapar um baixo gemido em expectativa. Ela também queria... muito.
Kaneki a puxou mais para si, se aquilo realmente fosse possível, arrancando outro gemido de Touka, e uniu ambos os lábios.
Eles se beijavam como um casal apaixonado e, ao mesmo tempo, como um casal de animais selvagens no cio. Diferente da primeira vez em que se amaram, eles já não tinham mais reservas e agora conheciam perfeitamente os corpos um do outro.
Kaneki parecia dominar a situação desta vez, e muito determinado em tê-la nos braços novamente, além de somente ter seus corpos marcados.
Com uma pressa que nunca demonstrara antes, ele terminou de tirar o casaco dela e o jogou em qualquer lugar que fosse, ele não se importava; nenhum dos dois se importava, por sinal.
Os lábios que antes estavam sobre o ombro agora se encontravam entre os dois montes macios e fartos, beijando, chupando e mordiscando cada um com um misto de pressa com movimento calculado.
Touka estava louca para que ele abrisse o seu sutiã e fizesse o trabalho do modo certo, mas Kaneki sabia o que estava fazendo, ela pensou. Suas mãos ansiosas deslizaram sobre o peitoral firme e desceram lentamente até o abdômen definido. Então as mãos inquietas desceram um pouco mais, bem lentamente, por dentro da calça clara. Sim, ela verificou maravilhada: ele estava mais do que pronto.
Touka deu um impulso e cingiu a cintura dele com as pernas, obedecendo antecipadamente ao pedido ainda não proferido, mas que ela já conhecia o suficiente. Kaneki apoiou o corpo dela na cama, ficando por cima e acariciou uma mecha dos fios azulados enquanto ela lhe retribuía o olhar de desejo e fascínio.
— Eu sou seu, Touka-chan – Kaneki confirmou, baseando-se nas marcações de seus corpos, na primeira vez em que se uniram e também no passado, pois naquele pouco tempo em que a conhecera, algo em si já sabia que pertenceria a ela para todo o sempre.
Touka ergueu o braço esquerdo e tocou o rosto do homem que amava, amou por tanto tempo, e sempre amaria. O braço desceu para o ombro direito, onde ela o marcara. Eles, finalmente, eram um só.
— Também sou sua, Kaneki – suspirou deliciada e já mais do que pronta para recebê-lo. — Eu te amo.
A noite no galpão os uniu como dois amantes. As marcas em seus corpos os uniu como uma só carne. O bebê que ambos esperavam era fruto do amor que sentiam e a razão mais forte para que esse amor se intensificasse ainda mais. Mas, talvez, o destino tivesse os unido desde o primeiro dia em que se conheceram. Talvez o mal de Rize fosse necessário para que todos os males e bens acontecessem até ali, o que incluía a união de ambos.
Kaneki não pôde evitar sorrir com a ironia do destino.
Sim, foi necessário. E, se ele pudesse repetir tudo para que Touka fosse a sua mulher e mãe de seu filho, o faria mil vezes.
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