Casamento em tormenta (fanfic releitura) - capítulo 8


De volta para casa... e uma grande novidade

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Sim! Kushina podia vê-lo! Era um avião pequeno, lá longe sobre as águas, mas que vinha na direção deles. O ronco do motor ainda era fraco, porém, estava ganhando força.

Com todo o cuidado, ela colocou a cabeça de Minato sobre o colete e saiu em disparada para o acampamento.

Uma montanha de gravetos a aguardava no local em que Minato a deixara. Ela pegou alguns e espetou-os na brasa. Sua mente a instruía como em uma canção: fique calma, vá devagar, faça certo, faça a diferença...

Os gravetos acenderam. No céu, o avião parecia estar se aproximando, o som era mais alto e profundo…

Kushina se forçou a deixá-los na brasa por mais alguns segundos, para ter certeza de que não se apagariam antes de chegarem à pira. Finalmente, rezando para que permanecessem acesos, tirou-os do fogo.

O avião roncava cada vez mais alto. Kushina correu pela praia carregando os gravetos em chamas, tentando protegê-los do vento com uma das mãos, sem muito sucesso. As chamas não duraram, mas ainda havia brasa.

 Ela gritava, balançava os braços:

– Aqui! Socorro! Aqui embaixo! – Pôs o apito na boca e soprou por tudo o que era mais sagrado.

O avião pareceu mergulhar na direção dela. E então subiu novamente, sobrevoando as árvores e desaparecendo no horizonte.

 – Não! – gritava ela. – Não, volte aqui imediatamente! Volte agora!

De repente, a brasa na ponta dos gravetos virou chama e a pira acendeu. Kushina observou-a de onde estava, via o fogo alto, a fumaça atingindo o azul do céu. O som do avião parecia vir de todos os lados, como se voasse em círculos.

Contudo, a esperança de Kushina foi em vão, pois o barulho logo desapareceu por completo.

Havia falhado, não fora rápida o bastante, não estivera pronta. Kushina olhou para Minato, ainda imóvel na areia, e desejou que fosse ela ali, doente e indefesa, e que ele estivesse parado junto à pira. Saudável, de pé e com a certeza do que fazer.

A desesperança era uma força viva dentro de Kushina. Lágrimas escorriam por seu rosto.

Então, ouviu uma voz interior que parecia com a de Minato.

– Não.

Era a voz dele, mas fora Kushina quem falara.

Ela não tinha tempo para isso. Não poderia entregar-se à autopiedade. Era ela quem estava de pé e no comando. Não se renderia ao desespero.

A pira queimava, a fumaça subia escura e espessa. Com certeza o piloto veria e faria o retorno.

E no momento em que tentava se convencer de que isso realmente aconteceria, Minato ouviu o ronco do motor se reaproximando. Estava voltando!

E então ela viu, flutuando naquele mar imenso, uma embarcação. Um barco de resgate que avançava com velocidade em direção à ilha.

O avião mergulhou, subiu, deu uma volta e retornou.

Era o milagre que estivera esperando! Seriam resgatados! Ficariam a salvo!

Kushina correu até Minato, que ainda estava inconsciente, pôs a cabeça dele no colo e sussurrou:

– Ah, Minato. Você vai ficar bem agora, eu prometo. Tudo vai dar certo. A ajuda chegou…

°

Seis meses mais tarde…

O estiloso gato cinza a seguia pelo corredor enquanto ela olhava as crianças.

Kushina abriu a porta do quarto de Naruto, caminhou na ponta dos pés e ajeitou a coberta com cuidado para não acordá-lo. Depois, foi ao quarto de Menma, e repetiu os movimentos. Ela sorriu quando sua boca abriu em um imenso bocejo.

Nuriko a esperava na porta do quarto e acompanhou-a até o escritório, no andar de baixo.

Minato estava sentado diante do computador, imerso em imagens de algum projeto. Kushina apenas sorriu e saiu silenciosamente pela porta. Porém, ele deve ter escutado alguma coisa, pois virou e esticou a mão, chamando-a. Kushina foi até ele.

– Como vai o bebê da ilha? – Minato passou a mão na barriga arredondada da esposa.

– O bebê da ilha está ótimo.

Ela se curvou e o beijou, saboreando a doçura de seus lábios. Pensou no quanto o amava e que este era o melhor tipo de amor: eterno.

Um amor que resistiu.

Fim.


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