O jardineiro (fanfic releitura) - capítulo 13

 

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Promessa


Naruto regressou a Konoha e ao bem vindo abraço de Sakura, que tinha o cheiro das folhas. De flores de laranjeira e uvas, de capim e feno recém-cortados. Eles estavam entrelaçados sob o beiral da cabana enquanto o sol do meio-dia caía sobre a cama. Ele correu os dedos sobre o ombro de Sakura. O corpo dela era frágil, mas feminino, com ondulações em todos os lugares certos. Ele a empurrou suavemente, de modo que ela ficasse deitada de costas, e beijou-lhe a barriga.

– Gostaria que você carregasse meu filho no ventre. Gostaria de ver sua barriga crescer de amor. Uma parte sua e uma parte minha. – Ele fechou os olhos. – Um filho para trabalhar comigo no vinhedo. Uma filha para eu mimar e satisfazer as vontades como eu gostaria de mimar você e satisfazer suas vontades, se pudesse levá-la de volta para Uzushio. – Pousou a cabeça ao lado dela no travesseiro. – Amaldiçoo o Deus que deixou você conhecer Sasuke.

– Não amaldiçoe, Naruto. Nós deveríamos agradecer ao Deus que nos uniu, mesmo que...

Ele pôs o dedo nos lábios dela.

– Por favor, não fale isso – disse ele, com um sorriso de resignação. – Mesmo que Ele não nos tenha dado nada além de um belo arco-íris.

Sakura não podia amaldiçoar ao Deus que lhe dera Sasuke. Não conseguia explicar a Naruto que amava o marido. Que amava ambos, ao mesmo tempo, de formas diferentes. Tinha consciência de que o caso deles punha seu casamento em risco, mas jamais imaginou que Sasuke descobriria. Ele estava ausente na maior parte do tempo.

Maio tornou-se junho, e os legumes que eles tinham plantado com as crianças estavam crescidos e prontos para serem colhidos. Os dias do início do verão, quando as crianças se encontravam na escola e Sasuke estava viajando ao exterior, pertenciam a Sakura e Naruto. Eles capinavam com Iruka, roubando beijos nas bordaduras. Contavam piadas um ao outro e partilhavam um amor crescente um pelo outro e pelo mundo natural que os cercava.


Certa tarde, enquanto as crianças brincavam com os filhos de Ino na Fazenda Yamanaka, Naruto e Sakura cavalgaram até as colinas. Nuvens roxas acumularam-se acima deles, projetando uma luz escura no campo abaixo, enquanto eles corriam sobre o capim.

Naruto parou primeiro. Suas bochechas estavam vermelhas, e os olhos azuis cintilavam de felicidade.

– Vamos ficar encharcados – disse ele, estendendo a mão para Sakura.

– Vamos amarrar os cavalos embaixo de uma árvore. Não conseguiremos voltar antes de chover – disse ela.

Ele apertou a mão dela.

– Amo você – disse ele, sorrindo. – Mais do que nunca.

– Nado dangsin-eul salanghabnida – respondeu ela, retribuindo o sorriso.

Eles cavalgaram até um bosque, onde desmontaram e amarraram os cavalos. Mal se abrigaram sob a cobertura de folhas, começou a chover. Naruto puxou-a para si, encostando-se no tronco grosso.

– Ino pode dar sakurayu às crianças – disse ela.

– E nós podemos roubar uma hora ou duas. Mas eu sou egoísta, Sakura, eu a quero só para mim. Só para mim. Quero me casar com você, ter um punhado de filhos para correrem pelos vinhedos de Kaze no Gāden. Pense no que poderíamos fazer com os jardins lá. Com a nossa magia, poderíamos transformá-lo no jardim mais belo de Uzushiogakure.

– Sim. Mas eu sou casada, e já tenho filhos. Não podemos mudar o passado; só podemos viver o presente.

Naquele momento, as nuvens se abriram e o sol brilhou através delas. Eles saíram na chuva para observar enquanto um arco-íris vibrante se estendia sobre o vale. As cores eram esplêndidas, do vermelho vivo ao roxo-claro.

– Isso é o que temos – disse Naruto.

– E veja como é belo.

Ele a girou nos braços e a beijou.

– Não quero perdê-la. Tenho tanto medo de perder você.

– Não...

– Prometa-me que virá para mim quando seus filhos não precisarem mais de você. Que estará aqui quando eu voltar para buscá-la. Seus filhos serão adultos. Sasuke será um velho. Você estará livre.

– Mas você se casará e terá seus próprios filhos.

– Jamais amarei outra mulher.

– Você não pode protelar sua vida por mim. Eu o amo, mas sou realista o bastante para saber que a vida nos afastará.

– Ela não tirará o nosso amor. Eu a amarei para sempre.
Ela tomou o rosto dele entre as mãos e olhou-o carinhosamente.

– Você não vai me querer quando eu for velha.

– Meu coração será sempre seu. Simplesmente me prometa.

– Está bem, prometo. Quando as crianças não precisarem mais de mim, quando eu estiver livre, você poderá voltar para me buscar.

– Agora eu posso respirar de novo, porque, aconteça o que acontecer, tenho algo para ansiar. – Ele abraçou-a com força.

Sakura apoiou-se nele, certa de que um dia ele se apaixonaria por outra mulher e esqueceria a promessa que tinham feito.

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✏ Nota final:

*Nado dangsin-eul salanghabnida (나도 당신을 사랑합니다) - em coreano - significa: "eu também te amo"

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