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𝓒𝓸𝓷𝓯𝓲𝓼𝓼𝓪𝓸
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Novembro trouxe dias mais curtos e ventos frios, e Naruto e Sakura ocupavam-se plantando o jardim selvagem.
Quando as crianças voltavam da escola, Sakura não gostava de trabalhar a menos que estivesse fazendo alguma coisa que as incluísse. Sabia que elas também gostavam de ter Naruto por perto. Observaram pássaros, desenhavam-nos em cadernos e escrevia, sobre seus hábitos em garranchos grandes e infantis. Numa tarde, no início de dezembro, eles fizeram uma expedição as bosque, carregando cestas para encher com “tesouros” do chão da floresta. Enquanto as três crianças se ocupavam entre as árvores e os arbustos, Naruto e Sakura subiram a trilha que passava pelo meio do bosque. O sol estava baixo no céu, atingindo o topo das árvores e deixando-as douradas. Eles observaram as cores cambiantes do pôr do sol. Por fim, chegaram ao limite do bosque, e Naruto parou.
– Há uma grande beleza na tragédia do pôr do sol – disse ele.
– É porque é transitório – respondeu Sakura. – Você pode apreciá-lo por um momento apenas, e em seguida ele acaba, como um arco-íris.
– Suponho que faça parte da natureza humana desejar o que não se pode ter.
Sakura fingiu não notar o significado dessas palavras.
– Adoro esta época do ano – disse ela, animada, continuando a andar. – O tempo é revigorante, e ainda há folhas nas árvores. O auge do inverno me deixa triste. Nada cresce; tudo está morto.
– Eu a admiro – disse Naruto de repente. – Você tem uma família carinhosa. Seus filhos são felizes. Sua casa tem um calor mágico. E você, Sakura, tem uma beleza interior.
– Obrigada – disse ela rapidamente. – Direi ao Sasuke-kun. Ele ficará contente de que alguém me admire.
– Não acho que ele fique contente de saber que outro homem está se apaixonando pela mulher dele.
Sakura ficou em silêncio.
– Não precisa responder. Sei que é casada e que ama seu marido.
– Então por que me dizer? – perguntou ela, zangada. Essa declaração estragaria o que tinha sido uma amizade agradável.
– Porque um dia você talvez me diga que sente a mesma coisa.
– Sou mais velha que você – disse Sakura, tentando não dar importância àquilo. – Você é um conquistador. Você se apaixona por todo mundo.
– Nunca me apaixonei por ninguém antes. E gosto de cada ruga no seu rosto, Sakura, de cada expressão.
Eles continuaram a andar, e o silêncio entre eles era incômodo.
– Sinto muito se a deixei triste – disse ele, por fim. – Não era a minha intenção.
Sakura olhou para ele e sentiu uma onda de compaixão.
– Também sinto muito – respondeu ela, dando-se conta de que ele merecia que seus sentimentos fossem tratados com respeito. – Sinto muito por não poder retribuir o seu amor.
– Quer que eu vá embora?
– Não se você quiser ficar.
– Eu quero ficar. Gostaria de não ter dito isso agora. Gostaria de não ter destruído nossa amizade.
– Oh, Naruto, como você poderia?
Sakura o abraçou impulsivamente. Ele a envolveu nos braços. Ela sentiu o hálito dele. Era uma sensação tão natural estar ali.
Ela se afastou.
– Ainda temos tanta coisa a fazer no jardim. Preciso de você.
Eles continuaram a caminhar ao longo da margem do bosque. As crianças saíram do bosque com as cestas cheias. Itachi segurava uma aranha nas mãos em concha, e Sarada tinha enfiado penas em sua faixa de cabelo. Izuna havia recolhido caramujos e um cogumelo gigante.
Naquela noite, Sakura sentou-se na sala de estar com Sasuke, tentando ler. Os olhos dela esquadrinhavam as palavras, mas sua mente estava repassando a conversa com Naruto. Ela olhou para Sasuke, sentado na poltrona. Ele percebeu o olhar dela.
– O que está olhando, Rosada?
– Você – ela respondeu com um sorriso.
– Está vendo alguma coisa de que gosta?
– Estou vendo alguém que eu amo – disse ela com sinceridade.
– Isso me deixa feliz. Qualquer coisa diferente disso me deixaria muito decepcionado. – Ele voltou a se concentrar em seu livro.
Sakura tirou Naruto da mente e voltou a se concentrar no livro.
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