𝙰𝚜𝚜𝚒𝚖 𝚌𝚘𝚖𝚎ç𝚘𝚞 𝚗𝚘𝚜𝚜𝚘 𝚙𝚛𝚘𝚓𝚎𝚝𝚘 𝚌𝚘𝚗𝚓𝚞𝚗𝚝𝚘. 𝙾 𝚚𝚞𝚎𝚛𝚒𝚍𝚘 𝚂𝚊𝚜𝚞𝚔𝚎-𝚔𝚞𝚗 𝚎𝚜𝚝𝚊𝚟𝚊 𝚝ã𝚘 𝚎𝚖𝚙𝚘𝚕𝚐𝚊𝚍𝚘 𝚚𝚞𝚊𝚗𝚝𝚘 𝚎𝚞. 𝙴𝚕𝚎 𝚟𝚘𝚕𝚝𝚘𝚞 𝚊𝚘 𝚜𝚎𝚞 𝚎𝚜𝚌𝚛𝚒𝚝ó𝚛𝚒𝚘 𝚎 𝚌𝚘𝚖𝚎ç𝚘𝚞 𝚊 𝚙𝚎𝚜𝚚𝚞𝚒𝚜𝚊𝚛. 𝙽ó𝚜 𝚏𝚒𝚌𝚊𝚖𝚘𝚜 𝚊 𝚜ó𝚜 𝚙𝚊𝚛𝚊 𝚌𝚛𝚒𝚊𝚛 𝚗𝚘𝚜𝚜𝚘 𝚌𝚘𝚝𝚝𝚊𝚐𝚎 𝚐𝚊𝚛𝚍𝚎𝚗.
𝙽ã𝚘 𝚖𝚘𝚜𝚝𝚛𝚎𝚒 𝚊 𝚙𝚒𝚗𝚝𝚞𝚛𝚊 𝚊 𝚂𝚊𝚜𝚞𝚔𝚎-𝚔𝚞𝚗. 𝙴𝚕𝚊 𝚎𝚛𝚊 𝚝ã𝚘 𝚙𝚎𝚜𝚜𝚘𝚊𝚕, 𝚝ã𝚘 í𝚗𝚝𝚒𝚖𝚊, 𝚟𝚒𝚗𝚑𝚊 𝚍𝚘 â𝚖𝚊𝚐𝚘 𝚍𝚎 𝙼.𝚄., 𝚚𝚞𝚎 𝚎𝚞 𝚗ã𝚘 𝚓𝚞𝚕𝚐𝚊𝚟𝚊 𝚌𝚎𝚛𝚝𝚘 𝚙𝚊𝚛𝚝𝚒𝚕𝚑á-𝚕𝚊 𝚌𝚘𝚖 𝚗𝚒𝚗𝚐𝚞é𝚖. 𝙴𝚕𝚎 𝚊 𝚙𝚒𝚗𝚝𝚊𝚛𝚊 𝚙𝚊𝚛𝚊 𝚖𝚒𝚖. 𝙴𝚜𝚜𝚎 𝚏𝚘𝚒 𝚘 𝚙𝚛𝚒𝚖𝚎𝚒𝚛𝚘 𝚜𝚎𝚐𝚛𝚎𝚍𝚘 𝚚𝚞𝚎 𝚐𝚞𝚊𝚛𝚍𝚎𝚒 𝚍𝚘 𝚖𝚎𝚞 𝚖𝚊𝚛𝚒𝚍𝚘, 𝚘 𝚙𝚛𝚒𝚖𝚎𝚒𝚛𝚘 𝚍𝚎 𝚖𝚞𝚒𝚝𝚘𝚜 𝚜𝚎𝚐𝚛𝚎𝚍𝚘𝚜 𝚒𝚗𝚜𝚒𝚗𝚞𝚊𝚗𝚍𝚘-𝚜𝚎 𝚗𝚘 𝚗𝚘𝚜𝚜𝚘 𝚌𝚊𝚜𝚊𝚖𝚎𝚗𝚝𝚘 𝚌𝚘𝚖𝚘 𝚑𝚎𝚛𝚊 𝚟𝚎𝚗𝚎𝚗𝚘𝚜𝚊.
•| ⊱✿⊰ |•
Sakura e Naruto começaram a cavar os canteiros no cottage garden de acordo com a pintura de Naruto. Eles demarcaram o caminho com varas a fim de que ele serpenteasse como um riacho. Os canteiros seriam circundados com pedras. Iruka ajudava de seu jeito quieto, solene, e Aoi Basara os deixou usar seu pequeno trator e reboque para levar embora a terra desnecessária.
Eles comiam sanduíches no almoço, sentados num tapete, enquanto Iruka ia buscar sua marmita na estufa.
– Como seu pai pode desaprovar que você siga a carreira de pintor? – perguntou ela a Naruto, dando uma mordida num sanduíche de peru.
– Ele quer que eu seja um reflexo dele. Sou apenas seu filho. Seu único filho. Ele é um homem muito ambicioso e controlador. Nunca gostei dele.
– Isso é triste, não gostar do próprio pai.
– Estou acostumado a isso. – Ele deu de ombros. – E sou realista, Sakura. Sei que não sou bom o bastante para ser um pintor. Papai também sabe disso.
– Então o que o seu pai espera de você?
– Que eu administre o vinhedo. Que eu preserve o nome da família. Que eu herde o Kaze no Gadēn e faça um filho para transmitir tudo isso conforme ele fez.
– Você não poderia dizer a ele que não é mais uma criança?
Naruto pareceu perturbado.
– Não quero magoar minha mãe. Sou tudo que ela tem. – Ele a encarou por um momento. – O casamento deles não existe. Meu pai tem uma amante em Uzuni. Eomma vive em Uzuki. Ogāden significa tudo para ela, que ficaria de coração partido se papai me deserdasse.
– Você está fazendo o que ele quer por causa de um gāden?
– Não é um gāden qualquer. Ele é tão mágico para mim quanto seu rancho para você. Concordei em vir porque eomma pediu que eu viesse.
– Algumas pessoas complicam tanto a vida. Sou grata pela minha vida simples. Ela pode não ser tão animada, mas é tranquila.
– Você e Sasuke têm sorte. Vocês têm um bom casamento.
– Eu sei.
⊱✿⊰
No domingo, Ino chegou para o almoço com Kido-chan, os gêmeos e suas belas primas Tenten e Hinata. Os garotos correram até a fogueira, que puderam ver fumegando por cima do muro da horta. Sakura deu calorosas boas-vindas às moças. Eram muito bonitas. Tentem tinha longos cabelos castanhos e olhos da mesma cor; Hinata tinha lindos cabelos escuros até abaixo dos seios fartos, e belos olhos azuis-claros.
– Onde está ele? – sibilou Ino, tirando Kido-chan do ombro a fim de segurá-lo e coçar sua barriga.
– Está lá fora, com as crianças – respondeu Sakura.
– Vou levar as garotas lá fora – sugeriu Ino. – É muito menos constrangedor do que conhecê-lo aqui dentro.
– Boa idéia – disse Sakura. – Venham, Tenten e Hinata. Vamos dar uma olhada na fogueira.
Naruto estava apoiado num forcado, com a camisa enfiada descuidadamente no jeans, que salientava seus quadris estreitos e as pernas compridas. Ele havia arregaçado as mangas, exibindo antebraços dourados e mãos agora ásperas de trabalhar no jardim. Sakura observou as duas moças flertarem e rirem com o jovem Uzumaki. Ele olhava para elas de maneira arrogante, claramente divertindo-se com a atenção delas. Diante das duas jovens criaturas, Sakura se sentiu velha e antiquada.
– Você está pensando o mesmo que eu? – perguntou Ino, deixando Kido-chan pular de seu ombro para correr pelos canteiros. – Tenten e Hinata me fazem sentir constrangedoramente adulta.
– Sim, sei o que quer dizer – concordou Sakura com um suspiro.
– Fico triste de pensar que jamais flertarei assim de novo.
– Temos novas coisas pelas quais ansiar – disse Sakura, sem saber ao certo que coisas eram essas.
– Como casos extraconjugais e divorcio?
– Não seja tão cínica, Ino.
– As pessoas não deveriam ficar casadas por tanto tempo. Antigamente, a gente morria aos vinte e cinco anos. Agora que a gente vive tanto, acho que deveríamos ser capazes da metade e curtir outro casamento quando começa a ficar monótono. Sabe o que quero dizer?
– Mais ou menos. – Sakura deu um sorriso afetuoso.
– Eu não vou deixá-lo. Apenas gosto de pensar sobre isso de vez em quando. Meu casamento é um pouco cômodo demais, como um confiável chinelo velho que não estou mais a fim de usar. O desejo acabou. Se eu fosse honesta comigo mesma, não me oporia a um caso... Você e Sasuke-kun transam muito?
– Ino, não pode me perguntar isso! – Sakura estava embaraçada.
– Deixe disso! Não é igual para todas nós?
Sakura cruzou os braços.
– Sasuke-kun e eu temos um casamento muito saudável.
– Então você não tem um caso? – Ino pareceu decepcionada.
– Não. Sou o feliz com o marido que tenho.
Sakura entrou para dar uma olhada em Shyo baa-sama, a cozinheira. Uma senhora pequena e rechonchuda, cabelos grisalhos e um sorriso afável, estava junto à pia escorrendo as ervilhas de verão que Sakura tinha colhido e congelado.
– Posso trazer alguma coisa para dentro para a senhora? – indagou Sakura.
Shyo-sama sorriu para ela, agradecida, através do vapor.
– Sera bom, Sra. Uchiha, se não se importa.
Quando Sakura estava saindo da cozinha, com um prato de batatas coradas crocante nas mãos, encontrou Naruto.
– Posso ajudar? – perguntou ele.
– Obrigada. Está tudo sob controle. Vá entreter aquelas garotas.
Ela sorriu para ele de um jeito maroto.
– Você acha que estou interessado? Elas são jovens e inexperientes demais. Gosto de mulher que tenha vivido. Aquelas garotas são simpáticas, mas são imaturas quanto duas maçãs verdes.
– Sem dúvida, Naruto – disse ela, sentindo suas bochechas quentes.
– Prefiro a maçã que caiu da árvore.
– Aquelas frutas machucadas e amarronzadas devastadas por abelhas? – Ela passou por ele em direção à sala de jantar. Mas o modo como a tinha olhado permaneceu na cor carmim de suas bochechas.
– Sim, aquelas são as mais doces.
Sakura entrou na sala de jantar cheia de vivacidade. Ela se sentia atraente, algo em que não pensava havia bom tempo. Naruto devia estar brincando. Ela era casada, e não havia nenhuma química entre os dois. Mas um pouco de lisonja não fazia mal nenhum.
⊱✿⊰
Depois do chá, Ino reuniu as garotas e os filhos, que estavam na árvore oca, e se despediu.
Sakura deu banho nos filhos e os pôs na cama, lendo para eles uma história curta do que de costume porque todos estavam cansados.
Naquela noite, Sakura estava deitada na cama com Sasuke, fazendo sua costumeira avaliação do dia.
– Ino me perguntou se ainda transamos – disse ela.
O marido pareceu horrorizado.
– O que você disse?
– Que temos um casamento muito saudável.
– Nós temos, não é, Rosada? – Ele deu um sorriso pueril.
– Sim, querido, muito saudável.
Ele inclinou-se para a frente e a beijou.
– Você está cheirando a grama úmida.
– Mas tomei banho.
– Está no seu sangue. Você sabe, ele não é como o sangue normal; e verde.
– Você é bobo. – Ela pensou em contar-lhe o que Naruto dissera. Mas parecia tão arrogante supor que um rapaz estivesse flertando com ela. – Acho que aquelas garotas se deram bem com o Naruto – disse.
– Oh, sim – respondeu ele. – Elas darão uma canseira no Naruto! – Ele se virou para abraçar a mulher. – Então, vamos transar?
Ela o envolveu com os braços e retribuiu o beijo. Como Ino pôde referir-se ao casamento dela como um chinelo velho? Se ela se cansasse de fazer amor com Sasuke, estaria cansada da vida.
🌸
✏ Nota:
Gāden (ガーデン) ou niwa (庭) - em japonês - significa: jardim.
Eomma (엄마) - em coreano - significa: mamãe, mãe.

Comentários
Postar um comentário