Um conto Eremika
"𝓔𝓻𝓮𝓷 𝔀𝓪𝓼 𝓽𝓱𝓮 𝓶𝓪𝓷 𝓜𝓲𝓴𝓪𝓼𝓪 𝓵𝓸𝓿𝓮𝓭, 𝓫𝓾𝓽 𝓱𝓮 𝔀𝓪𝓼 𝓷𝓸𝓽 𝓱𝓮𝓻 𝓵𝓸𝓿𝓲𝓷𝓰 𝓹𝓪𝓻𝓽𝓷𝓮𝓻; 𝓱𝓮 𝔀𝓪𝓼 𝓱𝓮𝓻 𝓸𝔀𝓷𝓮𝓻, 𝓪𝓷𝓭 𝓼𝓱𝓮 𝔀𝓪𝓼 𝓱𝓲𝓼 𝓼𝓵𝓪𝓿𝓮."
A floresta era silenciosa. Por mais que fosse cheia de pinheiros, o lugar era vazio e não tinha nada por perto, exceto uma cabana. O vento corria, balançando os galhos das árvores e as leves cortinas das janelas. A modesta cabana ficava situada no coração da floresta, bem afastada de qualquer civilização próxima. Poderia se dizer que lá habitavam dois amantes, mas seria um erro, pois nem o amor e nem a paixão faziam parte daquela tórrida relação — isto é, apenas por um dos lados.
O som emitido pelo vento constante não havia conseguido sobressair pelo som que vinha de dentro da cabana. Era um som de agonia e de prazer vindo da bela mulher completamente exposta e dominada pelo belo homem que ela era e sempre foi loucamente apaixonada. Essa mulher chamava-se Mikasa, e esse homem chamava-se Eren.
Mikasa emitiu mais gemidos de prazer enquanto a língua de Eren adentrava e provocava a sua feminilidade completamente molhada e ansiosa por todo ele. Mas ela sabia que aquela deliciosa tortura disfarçada de preliminar não acabaria rápido, pois uma das coisas que Eren mais gostava de fazer era vê-la sofrer e implorando por mais.
Mikasa continuou a gemer e gritar de prazer, sentindo o seu corpo sacudir em pequenos espasmos, quase cedendo a uma sensação de orgasmo. Então, tudo havia parado e sua feminilidade tremeu pela ausência de Eren, ansiando por muito mais daquele homem que ela tanto amava.
Ainda com os sentidos fora de órbita, Mikasa mais sentiu do que viu o colchão se afundar um pouco mais e o corpo forte e viril de Eren sobre o dela, procurando por seus lábios macios. Ter seus lábios tocados pelos dele ainda era uma surpresa, pois a intensa relação que ambos tinham não dava qualquer brecha para romance ou para coisas suaves e gentis, como beijos tão quentes e molhados como aquele.
Conforme o beijo se intensificava, Eren olhou para o rosto da mulher sob si, notando os olhos dela revirarem de prazer por dentro das pálpebras fechadas. Suas cabeças viraram para dar ainda mais profundidade ao beijo enquanto suas línguas se mexiam sem parar numa dança erótica; Mikasa podia sentir que a língua de Eren estava fazendo com a sua boca o mesmo que fizera com sua feminilidade uns minutos atrás. Assim como ele, ela permitiu-se abrir um pouco mais os seus olhos e observar o belo e maravilhoso homem sobre si, beijando-a intensamente, como se sua vida dependesse daquilo. Não era verdade, ela sabia; mas não podia privar a sua mente e o seu coração de dar-lhe esperanças.
O beijo havia terminado, o contato mais íntimo que os dois podiam ter em meio àquela tórrida e doentia relação. Suas bocas separaram-se aos poucos enquanto os olhares de ambos voltaram a se encontrar. Ainda que tivesse sido um simples beijo, suas respirações ainda estavam rasas e praticamente em conjunto enquanto a troca de olhares se intensificava; fosse ele a subjugando, ou ela pedindo por mais dele — físico e emocional.
Eren levantou-se, separou as pernas de Mikasa e se posicionou entre a feminilidade dela, fazendo atrito com o seu membro grosso e latejante.
— Você está molhada... Mikasa... — Eren disse com a voz grave, continuando a esfregar o seu sexo glorioso e mais do que pronto no sexo molhado e excitado de Mikasa. — Você obedece as minhas ordens. — Enfim, para saciar um pouco mais a excitação de ambos, Eren mergulhou o seu membro rígido para dentro do corpo quente dela. — Você não consegue resistir a mim. Mikasa...
Mikasa tremeu e emitiu um gemido suave ao sentir-se invadida mais uma vez pelos movimentos de vai e vem. Eren também suspirou de prazer, tentando encaixar o seu membro ainda mais fundo dentro do corpo dela.
Ele agachou-se um pouco mais para que pudesse olhar mais intensamente nos olhos semicerrados de Mikasa.
— Como uma Ackerman — ele continuou, a voz rouca. — você é apenas uma escrava.
Os olhos de Mikasa abriram-se um pouco mais e ela sentiu-se hipnotizada pelo olhar intenso daquele homem que tanto amava.
A relação que eles dois tinham não era uma relação qualquer. Não existia trocas amorosas de olhares, companheirismo, ou sequer um pouco de romantismo. Em apenas um lado havia amor, paixão e esperança de que no futuro tudo pudesse mudar. Eren era o homem que Mikasa amava, mas ele não era o seu parceiro amoroso; ele era o seu dono, e ela era a sua escrava. Mikasa estava lá para ele fazer o que quisesse e como quisesse com o seu corpo, que era e sempre seria tão ansioso por ele.
Ela suspirou mais uma vez de prazer ao fitar aqueles olhos que já não eram mais de reluzente cor verde de antes, mas de outra cor que parecia ser violeta.
Mikasa não soube em que momento Eren havia mudado de forma física, mas notou que no mesmo instante em que havia voltado a encontrá-lo, o emocional dele mudara. Ela já não era mais a sua amiga, irmã ou família... mas uma escrava suja que devia fazer qualquer coisa que o seu dono ordenasse. Entretanto, Mikasa perguntou-se até que ponto aquele homem seria o Eren. A cor vívida de seus olhos havia mudado e a sua personalidade também; Eren era um homem frio agora. Ainda assim, Mikasa sabia que Eren permanecia o mesmo de antes, o mesmo homem que se importava com os seus amigos e os protegiam.
— Eren... — Mikasa suspirou, chamando o nome dele. Eren olhou para ela, dando uma pequena pausa em sua tortura. — ... se para você eu sou uma escrava, você não deveria me tocar.
Os olhos reluzentes e violetas de Eren demoraram-se no rosto dela.
— O mestre não toca suas escravas sujas — Mikasa continuou. — O mestre não se importa com os sentimentos de sua escrava... a não ser que ele a ame.
Completamente dominada e entregue a ele, Mikasa sabia que Eren era quem mais estava exposto naquele momento.
— Se você me ama — Mikasa disse com a voz vacilante, a respiração rasa pelo intenso prazer de tê-lo completamente dentro de si. —, me fode agora.
Eren continuou a fitá-la, enfeitiçado pela beleza daquela mulher e pelo poder que ela tinha sobre si.
Por mais que ele tentasse ser o seu dono, por mais que ele tentasse dominá-la, Eren quem sempre era dominado naquele jogo de prazer. O que ambos tinham era uma relação tórrida e completamente intensa, mas Eren jamais a vira como a sua mulher, o amor de sua vida. Ainda assim, ele tinha de admitir que ela não era apenas a sua escrava, uma simples submissa. Mikasa era maior que aquilo tudo, e a pessoa que mais dominava seu pequeno e frio coração, uma parte de Eren sabia, mas não queria reconhecer. O que ele tanto temia? Por que havia construído um muro enorme entre os dois, mesmo a querendo tanto? Ela ainda era a linda, forte e encantadora Mikasa que conhecera quando ambos eram ainda crianças, e o amor que ela sentia por ele não havia mudado; o único que havia mudado era ele.
Como se estivesse numa batalha mortal entre o seu recente "eu" e o seu "eu" verdadeiro, Eren deixou uma dessas partes ganhar e arremeteu com fúria o interior quente e macio de Mikasa, deliciando-se ao ouví-la gritar de prazer, gemer ansiosa e apaixonada a cada investida profunda contra o corpo suado e subjugado dela.
Mikasa continuou a gemer e gritar, louca de prazer, e adorando ter o seu homem, o seu amor, dentro dela.
Não importava que Eren a subjugasse, que a tratasse como somente uma escrava para nutrir e satisfazer seus viris apetites sexuais, ela amava ser tocada por ele e o que ele fazia com o seu corpo.
Sentindo os recentes e incessantes espasmos do orgasmo atravessando cada centímetro do seu corpo exposto e suado pelo intenso prazer, Mikasa tremeu, soluçando o nome do homem que amava com toda a sua alma, quase implorando por mais, mas ela sabia que não conseguiria aguentar.
Ele amava ouvir os gemidos dela, essa era a verdade. Amava ainda mais quando castigava o corpo feminino, depositando toda a sua fúria e incapacidade no interior molhado e quente que estava sempre pronto para ele. Mikasa o tirava do sério e ela parecia gostar disso. A relação de ambos como dominador e submissa nunca havia mudado, mas quem realmente dominava aquela tórrida relação nunca tinha sido ele. Ela não era a sua escrava, era muito mais do que isso; era ela quem dava as rédeas, mesmo que de modo inconsciente, e ele obedecia, pois também era louco por ela.
Enquanto os únicos sons do quarto da solitária cabana eram gemidos, grunhidos e sussurros, o vento que vinha das muitas árvores correu por uma das janelas, balançando a curta cortina, fazendo o corpo de Mikasa tremer ainda mais.
Ela deu um último grito de prazer após Eren avançar uma última vez contra o seu corpo, jorrando todo o líquido do prazer dentro dela. Mikasa fechou os olhos, sentindo o seu corpo pulsar. Ah, como ela amava senti-lo esvaziar dentro de si, como se o seu corpo ordenhasse o dele. Era algo tão íntimo, tão maravilhoso.
Suando e com a respiração falha, Eren sentia o completo oposto de Mikasa; enquanto ela sentia-se mais bela e satisfeita após o ápice do prazer, ele sentia raiva por, mais uma vez, ter deixado se dominar por ela.
— Eu te disse antes... — Eren disse, sentindo a sua respiração voltar aos poucos. — ... Eu sempre te odiei... desde quando éramos crianças — ele disse irritado, observando os olhos cerrados dela se abrirem lentamente. — Sempre...
Os seios de Mikasa subiram e desceram enquanto a sua respiração voltava ao normal. Ela olhou atentamente para a completude daquele homem viril por quem o seu coração acelerava descompassadamente.
— Os seus olhos — Ela disse, ignorando o que ele havia comentado, pois ela sabia que era mentira. — ... voltaram à cor original... — disse referindo-se aos vívidos olhos verdes que eram tão conhecidos. O verdadeiro Eren havia retornado. — Finalmente...

Comentários
Postar um comentário