Shower and seduction - conto 2

 

Um conto Eremika

"𝓔𝓻𝓮𝓷 𝔀𝓪𝓼 𝓽𝓱𝓮 𝓶𝓪𝓷 𝓜𝓲𝓴𝓪𝓼𝓪 𝓵𝓸𝓿𝓮𝓭, 𝓫𝓾𝓽 𝓱𝓮 𝔀𝓪𝓼 𝓷𝓸𝓽 𝓱𝓮𝓻 𝓵𝓸𝓿𝓲𝓷𝓰 𝓹𝓪𝓻𝓽𝓷𝓮𝓻; 𝓱𝓮 𝔀𝓪𝓼 𝓱𝓮𝓻 𝓸𝔀𝓷𝓮𝓻, 𝓪𝓷𝓭 𝓼𝓱𝓮 𝔀𝓪𝓼 𝓱𝓲𝓼 𝓼𝓵𝓪𝓿𝓮."



A água corria por todo o seu corpo enquanto ela fechava os olhos, saboreando aquela deliciosa sensação. Sentir a água quente tocando todos os pontos do seu corpo nu dava a ela mais uma sensação de prazer, desde toda a sujeira do seu corpo indo embora pelo ralo até a sua intimidade que estava ainda mais quente e pulsante pelo prazer. Era como se todos os fios de água que desciam lhe lembrasse as mãos masculinas correndo por todo o seu corpo excitado, fazendo-a suspirar e enlouquecer, juntamente com a boca carnuda e bem desenhada que a beijava intensamente em todos os lugares.

Mikasa tremeu em expectativa, jogando a cabeça para trás, e sentindo a ducha forte e quente lavando o seu rosto.

Se ao menos ele estivesse ali, lavando todo o seu corpo, também sendo lavado por ela, e no final do banho eles tornariam a se sujar por causa do sexo ardente e intenso que fariam depois. Eles já haviam transando naquele box antes, mas Mikasa havia sido pega de surpresa e de modo completamente rude.

Mas o que ela podia querer, afinal? Que ele fosse educado? Amoroso, gentil? Mesmo que os reluzentes olhos verdes dele só se focassem nela, Mikasa sabia que, para Eren, ela não passava de uma obediente e ardente submissa que faria o que ele quisesse e quando quisesse, das formas mais tórridas e rudes possíveis.

Mikasa abaixou a sua cabeça, ainda com os olhos fechados, sentindo a água escorrer pelo seu cabelo curto e pelas marcas profundas que ela tinha nas costas.

Ela o amava muito, e o que ele ordenasse, ela faria sem pensar duas vezes. Mas, ainda assim... seria um sonho distante senti-lo tocar o seu corpo com carinho, ser beijada e amada como se não houvesse amanhã e ouvi-lo dizer o quanto a amava?

Mikasa abriu os olhos, tentando não se perder em pensamentos proibidos. Contudo, em vez de se ver sozinha como antes, os seus olhos se arquearam ao perceber que Eren estava parado na porta do box, olhando fixamente para ela.

Os lindos e marcantes olhos dele perderam-se em seu corpo, admirando cada curva que já havia tocado e cada marca leve e profunda que havia feito nos momentos mais íntimos e intensos dos dois juntos. Mikasa sentia tanta dor ao ser marcada por ele, mas também sentia prazer. Mais precisamente quando ele a fitava de modo tão intenso e libidinoso. Ele perderia o controle, ela sabia. E, por isso, ela o provocaria mais.

Mikasa enpinou os seios fartos para frente e o encarou em desafio, a água escorrendo por todo o seu corpo.

— Gosta do que vê? — Ela indagou, e podia jurar que o viu esboçar um pequeno sorriso.

Os olhos de Eren demoraram-se mais um pouco pelo corpo feminino. Finalmente, ele a fitou com os olhos em brasa.

— Acho que você deveria saber a resposta — ele respondeu com a voz controlada. Mas embora a sua voz estivesse morna e impassível, seus olhos demonstravam o contrário.

Mikasa também esboçou um sorriso sutil, pois ela queria que o jogo de sedução perdurasse. Uma parte sua o temia, mas outra parte o adorava de todas as formas.

Ela deixou a mão direita escorregar em direção ao sexo feminino, mas depois a desviou para a curvatura da perna, tendo a plena consciência que os olhos intensos a acompanhavam em cada movimento.

— Não tenho certeza da resposta, mestre — ela respondeu com a voz suave e tremida. — Acho que o senhor gosta um pouco...

Os olhos de Eren ficaram semicerrados, fitando-a com a mesma intensidade.

— "Gosta"? "Pouco"? — ele inquiriu, a sua atenção completamente fixada nela, sem nem ao menos piscar. — Está sendo modesta ou está querendo me provocar?

Mikasa tremeu em expectativa.

Ela conhecia bem aquele tom de voz e sabia que Eren queria uma dessas coisas, ou talvez as duas: marcar mais uma vez o corpo dela ou fodê-la até que estivesse inconsciente. Mikasa não queria ter o seu corpo marcado mais uma vez, pois as dores sempre eram muito fortes, apesar do pouco de prazer adquirido. Ela o queria loucamente dentro de seu corpo, em qualquer uma de suas partes, queria senti-lo esvaziar dentro de si.

— Provocá-lo é sempre um prazer, mestre. — A mão direita de Mikasa subiu pelo quadril e pousou um pouco abaixo dos seios. — O que o senhor vai fazer?

Os olhos de Eren continuaram semicerrados e sua postura permanecia impassível, mas toda a tensão em seu corpo estava explícita; principalmente em um certo lugar.

Mikasa sorriu ao notar o crescente volume. Ela amava excitá-lo.

Eren nada disse, mas as suas mãos responderam por ele. Seus dedos desabotoaram os dois botões superiores da calça numa lentidão dolorosa, e logo após o zíper desceu bem devagar, enquanto os olhos verdes permaneciam fixos nela.

Mikasa tremeu excitada, antecipando o que viria em seguida. As costas dela se apoiaram na parede do box e ela sentiu as suas pernas se abrirem de modo inconsciente enquanto a água forte do chuveiro tocava parcialmente o seu corpo. Ela podia sentir o ar lhe faltar os pulmões pela forma como Eren a olhava e abaixava a calça jeans em seguida, mostrando uma cueca apertada demais para o enorme volume que continha dentro. Eren abaixou mais um pouco a calça junto com a cueca, liberando o glorioso membro latejante e rígido. Mikasa assustou-se por um momento, se perguntando se aquilo tudo caberia nela. Mas aí ela lembrou que sim. Sempre cabia, embora ela sempre se sentisse apertada e dolorida. Já estava acostumada com todas as brutalidades dele, e não poderia reclamar.

Eren agarrou o membro rígido e iniciou o ritmo de vai e vem enquanto os seus olhos permaneciam fixos nela.

— Desencoste da parede — Ele ordenou. — e continue a se lavar.

Mikasa obedeceu prontamente e, mesmo com as suas mãos tremendo, pegou o sabonete líquido no nicho da parede. Despejou um pouco do líquido cremoso na mão, sentindo-se tensa com o olhar fixo dele, e passou pelos seios, massageando-os e fazendo uma leve espuma.

— Por mais que eu adore essa sua bunda, e depois de eu já ter comido ela de todas as formas, não quero que você fique de costas — Eren disse com a voz grave. — Vire-se para mim.

Mikasa tremeu. Ela nem ao menos havia percebido que estava de costas.

Mas, afinal, por que ela estava tão nervosa? Àquela altura, ambos já haviam se tornado bem íntimos fisicamente, portanto, ela não tinha mais nada a esconder; nem mesmo o amor que sentia por ele, pois Eren tinha total conhecimento e, por isso, a tinha na palma da mão.

Ela virou-se para ele, tomando de volta a coragem e excitação que sentia, e observou o subir e descer da mão dele em volta do membro rígido que continha a ponta brilhando pelo líquido espesso — líquido esse que ele a faria engolir ou esguichar dentro dela.

— Se ensaboe — Eren ordenou enquanto se masturbava lentamente, olhando para ela. — Comece do pescoço e vá descendo aos poucos.

Mikasa acompanhou o olhar de Eren e notou que os olhos verdes pousaram em sua feminilidade molhada em todos os sentidos. Ele a queria loucamente, assim como ela. Mas ainda que Mikasa se contentasse com o desejo sem fim do homem que amava, ela decidiu não pensar muito e fazer como ele ordenara.

As mãos delicadas e femininas passaram pelo pescoço, ensaboando bem aquela parte e passando as mãos pela beirada do colo. As suas mãos tremiam um pouco por saber que estava sendo fixamente observada, mas ela continuou com a sua tarefa. Estendeu os braços para a água que caía da ducha para umidecer as mãos e despejou mais um pouco de sabonete líquido, esfregando suavemente uma na outra e fazendo uma densa espuma. Mikasa teve o cuidado de não virar as costas para ele, pois ela sabia que Eren não gostaria; além disso, ela não podia e nem queria se esconder dele.

Suas mãos voltaram a tocar o seu corpo e, dessa vez, elas desceram em direção aos seios fartos, massageando-os levemente. Os olhos castanhos encontraram os olhos verdes e Mikasa sorriu satisfeita ao perceber que Eren estava gostando. Aliás, era mais do que apenas um gostar. O movimento de sobe e desce estava ainda mais forte no membro rígido e o lábio inferior estava encravado pelos dentes brancos e límpidos ao olhar excitado para ela, talvez numa tentativa de conter a respiração um pouco mais irregular que outrora.

Mikasa também fixou os seus olhos nele, fazendo círculos suaves e eróticos nos contornos dos seios e dos mamilos que já estavam ativados pela excitação. Ele gostava dela assim, desinibida e entregue, e ela também gostava. Por mais que algumas vezes ela se sentisse intimidada pela presença e ordens dele, Eren a fazia sentir-se mais mulher, mais feminina, e ela amava aquela sensação, mesmo que a relação "tóxica" que eles tinham fosse desaprovada por alguns. Mas Mikasa não precisava da aprovação e permissão deles para nada; Eren era e sempre seria o seu único dono, a única pessoa que lhe daria ordens e ela acataria sem pensar duas vezes.

Eren assentiu aprovando.

— Isso... Eles já estão excitados, pelo visto. — Os olhos de Eren pousaram nos mamilos rígidos de sua escrava. — Talvez você não precise mexê-los mais.

Nossa, como ela amava ver o seu homem excitado. Eren ficava ainda mais lindo e sexy mordendo o lábio inferior.

— Posso mexê-los mais se o senhor quiser, mestre — Mikasa disse com a voz rouca, acariciando e circulando os montes alvos.

Eren meneou a cabeça.

— Não — ele contrapôs. — Quero que você desça mais.

Mikasa decidiu deixar o seu lado mais acanhado de lado e ousar mais. Ambos já estavam excitados, mas ambos também queriam mais; não se contentariam somente com aquilo. Ela já podia senti-lo mergulhar em seu corpo com toda a fúria e cravando forte e fundo para dentro e para cima, como se quisesse castigá-la, assim como em todas as vezes. Em nenhuma vez, Eren havia pegado leve com ela, sendo gentil e a enchendo de carinhos — pelo contrário. Mas ela não podia reclamar, pois amava as brutalidades dele e as loucuras que ele fazia com o seu corpo.

As mãos dela abandonaram os seios, que tinham o sabonete escorrendo pela ducha forte do chuveiro, e desceram aos poucos em direção à barriga lisa e sarada. O olhar surpreso e um pouco assustado de Eren não havia passado despercebido ao toque amistoso bem naquele local do corpo; nem ela e nem Eren ainda conseguiam lidar com o pequeno segredo que surgira daquele tórrido relacionamento, então, seria melhor não fazê-lo ficar amuado e toda aquela chama do desejo se apagar rápido demais.

De modo ágil e sem deixar se abalar, Mikasa deixou as suas mãos escorregarem mais para baixo, em direção à virilha inchada e dolorida de excitação. Ela fitou Eren e notou que os olhos dele já não refletiam a surpresa e o espanto de antes, mas permaneciam em pura chama. Ele a desejava tanto quanto ela, estava excitado tanto quanto ela; o seu corpo ardia, praticamente sem controle, tanto quanto o dela. Por mais que Eren fosse frio e duro com ela na maior parte das vezes, ainda assim, ele não conseguia esconder que ela era o centro do seu mundo e onde mais queria se encontrar e se perder.

Sorrindo com o pensamento um tanto satisfatório, Mikasa desceu mais as mãos até tocar em sua feminilidade ardente, apesar da água fria. Os seus olhos se fecharam, por causa da água que caía, e tornou a fitá-lo.

— O senhor quer, mestre? Que eu me toque aqui? — Mikasa murmurou com a voz rouca. — Ou quer pôr as suas mãos em mim?

Olhos verdes e castanhos se perderam num grande silêncio, ambos intensos como enormes chamas incapazes de serem apagadas. O movimento de sobe e desce que Eren fazia em seu membro latejante estava ainda mais intenso e frenético que antes. Mais um pouco e ele gozaria ali mesmo, mas não era o que Mikasa queria; ela queria senti-lo dentro de sua boca, mas, principalmente, dentro do seu sexo mais do que molhado e pulsante pelo desejo.

— Ainda não — Eren respondeu após o momento de silêncio, olhando para ela com os olhos de um falcão. — E quando eu o fizer, você vai implorar para que eu pare.

Mikasa tremeu em expectativa e sentiu o ar lhe faltar aos pulmões.

Tudo naquele homem a excitava — desde um ato, um olhar, até uma fala.

— Vou adorar implorar, mestre — ela disse sorrindo, provocando-o enquanto os seus dedos mexiam a parte ardente e excitada.

Nem por um momento os olhos de Eren deixaram os seus. Uma mão dele trabalhava ritmicamente enquanto a outra tremia e suava, apoiada na parede do box.

— Se eu fosse você, ficaria calada — ele rosnou em ameaça. — Pegue o sabão agora e esfregue as mãos.

Mikasa fez prontamente como o ordenado.

— Agora desça devagar com uma e massageie os seios com a outra.

A mão direita de Mikasa fez pequenos e suaves círculos em torno dos seios e dos mamilos e sua mão esquerda desceu lentamente, ensaboado novamente toda a área da barriga e da virilha até chegar em seu sexo inchado.

— Isso — Eren murmurou em apreciação. — Agora encoste as costas na parede e deixe a água do chuveiro lavar o seu corpo enquanto você nos dá prazer.

Mikasa obedeceu e relaxou, suspirando de prazer.

Sim, "nos dá prazer". Toda aquela cena, todas aquelas provocações de ambas as partes não só davam prazer e excitação para somente um, mas para os dois. Ambos amavam se provocar e aproveitar o máximo que podiam do sexo.

Cada mão de Mikasa a excitava, fazendo-a ter pequenas sensações de um orgasmo chegando. Mas o seu prazer só seria total e absoluto se Eren estivesse dentro do seu corpo. Ela gemia e suspirava constantemente, não só pelo que as suas mãos faziam, mas também por estar sendo observada pelo seu homem, excitando-o igualmente, e sentindo que aquelas duas mãos que lhe davam prazer não eram suas, mas as dele.

— Isso — Ela o ouviu dizer, a voz grave parecendo mais um sussurro. — Você gosta, não é? Gosta de se dar prazer?

Ela adorava se dar prazer quando ele estava ausente ou quando ele a trancava sozinha no quarto com o intuito de castigá-la. No entanto, não era a mesma coisa — o que dava a ela uma pequena sensação de culpa. O que Mikasa mais adorava mesmo era senti-lo enterrado dentro dela, como se ambos fossem apenas um só corpo.

Mikasa gemeu e pendeu a cabeça para trás, sentindo a água forte da ducha lavar todo o seu corpo.

— Gosta de sentir as suas mãos delicadas tocando o seu íntimo? — ele perguntou, e Mikasa poderia jurar que Eren havia emitido uma curta e quase inaudível risada.

Mikasa discordava. Não havia nada de delicado nela, ao menos que estivesse na presença dele, com ele. Eren a fazia sentir-se mais feminina e mais mulher, bem diferente de quando ela estava com os outros e tendo que agir como um soldado de elite. Além disso, Mikasa não queria nada delicado naquele exato momento, apenas as brutalidades dele; o jeito como ele a agarrava e a imprensava contra a parede ou o chão, como ele puxava o seu cabelo e cravava bem fundo dentro dela, a forma exasperante e apaixonada de como ele a beijava.

— Mestre... — Mikasa gemeu ansiosa e abriu os olhos. — Por favor, me toque... me fode, faça o que quiser comigo... — Ela o fitou com os olhos suplicantes, respirando com dificuldade. — Mas não me deixe mais continuar a fazer isso sozinha.

Os olhos dele passearam por todo o corpo dela, de cima à baixo e de volta para o rosto aflito e ansioso.

O seu objetivo principal havia sido agarrá-la no chuveiro, mas tinha sido pego de surpresa com a provocante sensualidade de sua maravilhosa escrava. Então o plano seguinte fora provocá-la e fazê-la dar prazer a ambos, mas não somente ela estava sendo provocada, ele também. Na maioria das vezes, quando Mikasa implorava, Eren a torturava ainda mais, fazendo o completo contrário; afinal, era ele quem mandava naquela relação. Ainda assim, seria muito melhor não perdurar aquela deliciosa tortura ou ele poderia fazer uma loucura. Dessa vez, acataria o pedido dela.

A mão de Eren se desprendeu da parede do box e ele andou na direção dela, os olhos famintos brilhando com determinação. Os seios de Mikasa subiam e desciam pela respiração irregular e por conta da ansiedade sem fim. Os olhos dela acompanharam os movimentos dele enquanto a sua mão esquerda lhe dava prazer logo abaixo, enfiando mais um dedo e continuando no mesmo ritmo de entra e sai. Ao senti-lo tão perto de si, a respiração um pouco pesada dele em conjunto com a respiração irregular dela, suas pernas abriram-se mais de modo inconsciente — ou consciente. Em nenhum momento, Mikasa o vira olhar para outro canto que não fosse o rosto e o corpo dela, ou sequer piscar. Ele estava completamente vidrado nela, e somente em pensar na possibilidade de que Eren não tinha olhos para ninguém a não ser para ela, excitou Mikasa ainda mais.

Ela suspirou e gemeu agoniada e ansiosa, não aguentando mais aquela infinita tortura.

— Eren! — Mikasa suplicou, chamando o nome dele.

Ele a castigaria depois de foder o seu corpo, ela sabia. Na relação que eles tinham, Mikasa era proibida de chamá-lo pelo nome, apenas deveria se dirigir ao seu dono como "mestre". Mas em meio aquele arrebatador prazer, ela já não conseguia mais pensar de modo racional.

— Por favor, mestre... — Mikasa tremeu e abriu os olhos, notando que Eren olhava fixamente e de modo desejoso para o seu rosto, especialmente para a sua boca. Um pequeno sorriso malicioso se mostrava no canto dos lábios carnudos e sensuais.

— Do que você me chamou? — Ele sussurrou ameaçadoramente, aproximando o seu rosto do dela.

Mikasa fechou os olhos e pendeu a cabeça para trás, contorcendo-se de prazer.

— Mestre, por favor! — ela suplicou em agonia enquanto o ritmo dos seus dedos diminuíam. Ela já não estava aguentando mais.

— Tire os dedos — Eren ordenou.

Mikasa o fitou com os olhos semicerrados e demorou um pouco para entender a que ele se referia, até perceber que Eren estava se referindo aos dedos que lhe davam prazer logo abaixo. Ela os tirou e gemeu em resposta, suspirando de prazer.

— Está ficando louca, não é? — Eren esboçou o sorriso de lado que ela tanto adorava. Ele se aproximou mais, fitando todos os traços do rosto dela enquanto a sua mão continuava a subir e descer pelo membro grosso e latejante. — Talvez eu possa te deixar mais.

Mikasa fitou o membro rígido que logo estaria dentro de si, e notou que a ponta estava bem úmida; Eren estava prestes a gozar.

— Mestre... — Mikasa suspirou. — Enfia em mim. Me come, me fode... por favor.

Eren riu e acariciou o contorno do quadril feminino.

— Mas que linguajar mais chulo, Mikasa... — ele disse divertindo-se com o sofrimento dela. — Acho que você precisa de bons modos...

Mikasa o fitou com o olhar suplicante. A sua mão direita já não mexia mais os seios, como o seu dono lhe ordenara. Ela já estava completamente ensandecida. A mão de Eren largou o pênis e desceu lentamente dos seios dela até o sexo molhado e ansioso. Mikasa gemeu ansiando por mais e ele desligou o chuveiro mesmo após as suas roupas ficarem praticamente encharcadas.

— Eu iria te foder todinha contra a parede deste box — Eren murmurou enquanto as suas duas mãos estavam ocupadas: a direita masturbava o seu membro duro como aço e cheio de veias pulsantes; e os dedos da mão esquerda entravam e saíam da feminilidade de Mikasa, enlouquecendo-a ainda mais.

— Mas aí eu notei você me olhando daquele jeito, querendo me provocar...

Eren intensificou ainda mais o vai e vem de sua mão sobre o membro grosso e dos dedos dentro de Mikasa. Ela gritou e apoiou firmemente os braços na parede do box, como se quisesse um local para se segurar.

— Fora a sua outra transgressão... — Eren continuou a dizer ainda mais sensual e provocativo. — Em vez de se referir a mim como "mestre", você me chamou pelo nome. — Ele mordeu a orelha dela, fazendo Mikasa suspirar de prazer. — Vou lhe dar um castigo.

— Mestre, por favor... — Mikasa implorou e deixou cair uma lágrima em sua face. Ela já não aguentava mais e ele parecia se satisfazer muito com a sua agonia. Mas o novo Eren era assim; ele sentia prazer em vê-la ser torturada e pedindo por mais. Mas não poderia reclamar, pois aquela era uma outra face dele que ela amava. — Goze dentro de mim...

— Eu poderia lhe dar uma surra — Eren murmurou sorrindo contra o pescoço de Mikasa enquanto dava prazer a ambos. — Eu poderia até voltar a trancá-la no quarto e proibi-la de se dar prazer, mas essas não seriam boas ideias — ele disse suspirando entre os dentes cerrados. — Preciso descarregar essa tensão do meu corpo ou vou ficar louco.

— Isso — Mikasa suspirou com a respiração totalmente fora de ordem. — Goze dentro de mim, mestre...

— Gozar dentro de você? Não, não... — Eren meneou a cabeça, analisando friamente cada expressão do rosto dela. — Você cometeu uma transgressão grave e, por isso, merece um castigo. Não te darei uma surra, pois, no fim, você gosta e pede por mais. Farei pior: o que você mais quer é que eu te foda, mas isso você não terá — não agora.

Mikasa suspirou frustrada e gemeu em agonia pelos dedos de Eren adentraram e se retirarem com a mesma rapidez no interior molhado e quente dela.

— Quem sabe, assim, você aprende — Eren disse e diminuiu o ritmo dos dedos dentro de Mikasa e do sobe e desce da mão direita sobre o seu membro.

Os brilhantes olhos verdes correram por todo o corpo dela, analisando-a e desejando cada curva. Mas ainda que a sua masculinidade implorasse para ser enterrada no lindo e maravilhoso corpo feminino, Eren cumpriria com a sua promessa. Ele não podia e nem deveria mimá-la — "apenas durante aquele período", lembrou-lhe uma voz de sua cabeça. Sim, apenas durante aquele período; um dos mais assombrosos de sua vida.

Mikasa sentiu os dedos de Eren se retirarem rapidamente de sua vagina e gritou de prazer e ansiedade.

Sim, aquela seria a melhor maneira de ele castigá-la, visto que o corpo dela estava ardendo e desesperado para tê-lo enterrado bem fundo, estocando com fúria, de modo profundo e intenso. Mas Eren era um sádico, ele preferia vê-la sofrer em ansiedade do que satisfazer a ambos; mesmo que ele também fosse sofrer o mesmo naquele processo angustiante.

— Incline mais as costas para a parede e ponha as mãos para trás — Eren ordenou e Mikasa obedeceu prontamente. Eren aproximou-se ainda mais dela, quase colando os seus corpos, e agarrou o seu membro de modo ainda mais firme, deixando visível para Mikasa o início do líquido desejoso de Eren escorrendo pela ponta. — Isso é apenas para o meu prazer.

Mikasa assentiu embora soubesse que era mentira. Por mais que Eren se esvaziasse no exterior do corpo dela, ela sabia que nenhum dos dois poderia realmente se saciar daquele jeito. Ela só sentia-se mais inteira e mais completa quando ele estava dentro do seu corpo, e Eren sentia o mesmo.

A mão esquerda de Eren se apoiou na parede do box, ao lado da cabeça de Mikasa, e a sua mão direita iniciou o ritmo rápido e incessante ao redor do membro inchado e prestes a explodir. Ele descia e subia com rapidez, ainda que tentasse manter o pouco controle que ainda havia restado, o seu rosto estava contorcido pelo prazer, transparecendo o nível de sua excitação, e o seu lábio inferior era mordido com tanta força que parecia estar prestes a sangrar. Os seios de Mikasa subiram e desviam de excitação e prazer por ver o seu homem, o amor de sua vida, tão exposto e dominado pelo prazer, assim como ela. Para Mikasa, Eren era perfeito de todas as formas, mesmo com os seus defeitos.

Eren acelerou ainda mais o ritmo da masturbação, gemendo e urrando de prazer, seus sons guturais sendo ocultados apenas pela respiração irregular de Mikasa. Pensar que ela estava pronta para ter parte do corpo feminino completamente encharcado pela ejaculação seria eufemismo; o corpo inteiro dela ansiava por tê-lo gozando bem fundo, mas Eren tratou de abandonar a ideia de acatar como ambos queriam. Ele era o dominador naquela relação e agiria como tal.

O movimento acelerou mais e mais e, por um momento, Eren pensou que as suas mãos ficariam calejadas ou o seu membro enorme e inchado seria machucado pelos movimentos rápidos e incessantes. Se ele e Mikasa estivessem transando com os mesmos movimentos acelerados, seria capaz de ele fazê-la sangrar, como em outra vez.

Ele apertou os seus dentes numa tentativa vã de se controlar e, enfim, o líquido do desejo jorrou com toda a força sobre a barriga de Mikasa, que observava completamente excitada o seu homem perder o controle e marcar o seu corpo de uma das formas que ela mais amava.

Eren continuou a estimular o seu pênis, ejaculando mais e mais sobre a sua escrava, como se aquele líquido espesso não tivesse fim, como se fosse o resultado de todo o desejo e excitação provocados e controlados em meio àquele jogo de prazer.

Mikasa gemeu e tremeu de prazer, estendendo uma mão para tocar em sua barriga encharcada. Ela queria experimentar novamente o gosto mais maravilhoso vindo de Eren Yeager. Mesmo cansado e tremendo pela recente explosão, Eren a fitou com o olhar fulminante e estendeu o seu braço forte para impedí-la e se tocar, prensando-a e volta contra a parede.

— Eu ordenei para que você mantivesse as mãos na parede — Ele disse com a voz grave e embargada. — Se me desobedecer novamente, te darei uma surra aqui mesmo.

Mikasa não ousou desobedecê-lo e permaneceu parada, as respirações de homem e mulher completamente pesadas e irregulares se sobressaindo uma à outra.

Após passarem minutos em silêncio, onde só se dava para ouvir as respirações fora de ordem, Eren ergueu a cabeça e sorriu para a sua escrava.

— Bem, parece que você precisará de um bom banho — Ele disse observando a barriga feminina completamente brilhante e encharcada pelo líquido jorrado.

Mikasa não conseguiu dizer nada, apenas continuou observando o homem que amava ocultar novamente o membro ainda excitado e sair do box. Ele continuou a andar em direção à porta de entrada, sem olhar para ela, e Mikasa não teve certeza do que fazer naquele momento, pois ela não queria voltar a desobedecê-lo e causar a sua ira. Tudo era muito excitante e confuso com Eren Yeager.

— Termine o seu banho, no máximo, em dez minutos — Eren disse ainda de costas para ela enquanto rodava a maçaneta. — Ainda não estou satisfeito, portanto, te esperarei em nosso quarto.

Mesmo tendo se passado trinta segundos após a saída de Eren do banheiro, Mikasa permanecia parada e completamente sem fala pelo que havia acontecido. Ela era a sua submissa naquela tórrida relação, mas, ainda assim, tentou provocá-lo e seduzi-lo, tendo-o na palma de sua mão. Contudo, o feitiço havia se volta do contra o feiticeiro, o que também a havia excitado ao máximo.

Com Eren, sempre seria assim; se ela o seduzisse ou se ele a seduzisse, se ele fosse mais gentil ou mais bruto, se a recompensasse ou se a castigasse, o nível de prazer seria o mesmo, pois ele era a pessoa que ela mais amava no mundo.

Nosso quarto, Mikasa pensou sorrindo enquanto voltava a ligar o chuveiro. Era tão bom saber que eles dividiam tantas coisas juntos.

Mas seria melhor deixar os pensamentos de lado e se apressar em enxaguar o seu corpo; ela não poderia — e nem queria — deixá-lo esperando.


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