Ela olhou para seu reflexo no espelho e sorriu deslumbrante ao ver o quão maravilhosa estava. Seu cabelo estava puxado para trás num perfeito channel, a maquiagem acentuava mais a beleza de seu rosto e o batom vermelho emoldurava seus lábios carnudos que imploravam para serem beijados. E logo mais ela teria sua boca e seu corpo saciados pelo homem que mais desejava no mundo - que claramente não era seu marido grosseiro e sem graça que havia saído para trabalhar, mas alguém bem mais jovem.
Não que ela não soubesse o que era sentir prazer com o marido, mas Linc apenas usara a sensualidade e a experiência de um dominador profissional para fisgá-la no início, mas logo depois passara a ser frio e agressivo conforme o passar dos anos de casamento. Ele já não se importava com o bem estar dela como esposa ou submissa, e muitas vezes partia para um sexo forçado e violento. E como já estava farta das atitudes do marido, mas também não queria abrir mão da vida de luxo que levava, Elena passou a procurar prazer com outros homens diferentes, até conhecer o jovem Christian Grey.
Diz prá eu ficar muda
Faz cara de mistério
Christian tinha dezoito anos de idade, e já iriam fazer três anos que o conhecera como um adolescente perdido, violento e solitário. Ele era filho de Carrick e Grace Grey, seus amigos de longa data, e outrora tinha sido a ovelha negra da família. Nenhum dos pais de Christian, ou qualquer outra pessoa, havia descoberto seu perigoso envolvimento com o jovem rapaz, e com o passar dos anos, Christian havia mudado para muito melhor, graças às disciplinas que o impusera. De fato, o mundo do BDSM estava fazendo muito bem a ele.
A campainha de casa tocou e Elena rapidamente conferiu com satisfação sua impecável aparência no espelho redondo. Ela saiu do quarto e atravessou a sala, andando elegante e livremente em seu traje de couro preto que mais parecida um maiô, mas com dois espaços na área dos seios, os que o deixava à mostra. A parte da calcinha de couro tinha uma abertura de zíper da parte da virilha até as nádegas, o que ajudava no momento da penetração. Tachas redondas de ferro emolduravam o couro preto da vestimenta e da bota de cano longo que alcançava até um pouco acima das coxas. Ela nunca usara aquele traje para nenhum de seus submissos, nem mesmo para Linc. Usaria aquele traje novo especialmente para seu submisso mais especial.
Tira essa bermuda
Que eu quero você sério
Elena verificou no olho mágico era, e seu íntimo encheu-se de calor ao constatar que era seu jovem submisso. Abriu a porta, escondendo seu corpo para que ninguém a visse daquela maneira, deixando-o entrar. Christian estava lindo vestindo uma calça jeans, tênis All Star, camisa branca, óculos escuros que acentuavam o rosto belo, e uma jaqueta preta que combinava bastante com seu traje de couro.
Elena fechou a porta atrás de si e tratou de manter um pouco da frieza de sempre e não derreter de tesão ao vê-lo sorrir e tirar os óculos escuros.
- Senhora - ele a cumprimentou cordialmente. - Como vai?
Ainda encostada na porta, Elena agradeceu silenciosamente pela escolha da vestimenta, pois Christian parecia não querer parar de devorá-la com os olhos.
- Vou muito bem - ela respondeu. - Gosta do que vê? - perguntou provocativa.
Christian assentiu e olhou para ela. Se não tomasse cuidado, poderia perder-se naqueles intensos olhos prateados. Ela não podia dar brechas; era sua dominatrix, não sua namoradinha.
- Eu lhe fiz uma pergunta - ela disse mais severa.
- Sim, senhora. Muito - ele respondeu apreciando os seios alvos e expostos.
Elena desencostou-se da porta e andou na direção dele, parando poucos centímetros à frente.
- Tire suas roupas, agora - ela ordenou.
Ainda sustentando seu olhar, Christian obedeceu e tirou peça por peça até permanecer apenas com uma cueca boxer cinza da Calvin Klein.
- Quer que eu tire a cueca também, senhora? - ele perguntou submisso, mas com o mesmo charme que a deixava louca.
- Fique com ela - Elena disse. - E coloque a jaqueta de couro por cima.
Christian obedeceu e Elena olhou admirada para a beleza daquele jovem que tanto desejava. Nem mesmo Linc, ou qualquer um de seus antigos ou atuais submissos tinha tanto efeito sobre ela como Christian. Ele era mais novo e o menos experientes de todos, mas havia uma sensualidade natural que emanava de cada poro dele. Ela sabia muito bem que não podia voltar a entregar seu coração para alguém, e que Christian era só um menino comparado a ela, mas seu corpo e seu coração pareciam discordar.
Tramas do sucesso
Mundo particular
- E o que mais, senhora? - ele perguntou finalmente.
Elena entrelaçou os braços ao redor do pescoço dele, um lugar que não era um limite rígido de seu corpo tão forte, mas tão machucado.
Ela explorou a boca carnuda com lambidas e mordidinhas sensuais - nada de beijos melosos e românticos como faziam as moças sem-graças com seus namorados sem-graças. Christian manteve as mãos para trás num gesto de submissão, pois ele não se atreveria a encostar em Elena sem o consentimento dela, senão apanharia.
Solos de guitarra
Não vão me conquistar
Elena afastou-se um pouco e o encarou intensamente.
- Estenda suas mãos - ela ordenou.
Christian obedeceu e Elena andou com sua confiança inabalável até o sofá branco Chesterfield onde tinham um par de bolas tailandesas, um chicote de tiras e uma algema. Ela pegou os três e voltou para onde seu submisso estava, prendendo-lhe os pulsos estendidos na frente do corpo com as algemas.
- Apoie-se no sofá e fique de quatro para mim - ela pediu já excitada pelo que teria de vir.
Era bom parar enquanto era tempo. Nem parecia ser uma dominatrix experiente.
Christian obedeceu de prontidão, o que era um grande contraste do Christian do passado, que obviamente acharia estranho ser penetrado por qualquer coisa. Mas aquele já estava bem moldado.
Elena pôs-se atrás dele e retirou-lhe a cueca, mas não completamente. Ela adentrou o polegar direito no orifício anal dele, fazendo meros círculos. Christian gemeu, mas não parecia ser de dor nem incômodo, pois ele estava mais que acostumado a fazer aquele tipo de coisa com Elena.
Ela continuou a girar mais o polegar dentro de Christian e o tirou repentinamente, colocando-o na boca. Ela não tinha nem um pouco de nojo, pois já tinha feito muito mais que aquilo. Como numa vez em que Linc a fizera abrir a boca enquanto ele morava o pênis para mijar. Ainda não havia feito aquilo com Christian, mas logo mais o faria.
Elena alcançou as bolas tailandesas e colocou uma por uma dentro da boca para lubrificar. Não demorando, enfiou-as de cada vez no orifício anal de Christian, arrancando-lhe outro gemido. Uma parte sua queria ser rápida, pois como ele estava algemado, não podia apoiar-se corretamente no sofá. Já uma outra parte queria vê-lo sofrer um pouco, suplicando para que ela parasse, e também por mais.
Ela adentrou e retirou os acessórios repetidas vezes, como num vai-e-vem. Seu belo submisso parecia gostar daquilo.
O que você precisa
É de um retoque total
- Está bom? - ela indagou.
Após um suspiro pesado e rouco, Christian respondeu:
- Sim, senhora.
Elena sorriu. Por que ele tinha tanto efeito sobre ela?
- Vire-se cuidadosamente e deite de barriga para cima.
Christian novamente obedeceu e Elena arrancou-lhe a cueca, deixando à mostra a gloriosa masculinidade de seu submisso, que já era um homem. Ele estava tão lindo.
Christian olhou profundamente para sua dominatrix, e Elena notou que ele sabia o que viria seguir. Ignorando o olhar um pouco assustado, ela pegou o chicote e bateu-lhe nas pernas.
- Levante as pernas e separe-as - ela ordenou.
Ele fez como ordenado, deixando à mostra o fio que ligava as bolas tailandesas. Era a hora do show.
Elena passou levemente as tiras do chicote preto pelo peitoral praticamente sem pêlo, descendo lentamente pela barriga e a virilha. Christian suspirou olhando para ela, mas ela não iria encará-lo de volta, ainda. Ela retornou o trajeto com as tiras do chicote e o encarou finalmente. Tocá-lo ali era um limite rígido, mas não poria suas mãos, apenas o castigaria deliciosamente. Além disso, mesmo que aquela área ainda carregasse um trauma do passado, Christian parecia gostar das surras que sua dominatrix lhe dava, e ela sabia disso.
Vou transformar o seu rascunho
Em arte final
Christian a encarou de volta, como se lhe suplicasse para terminar logo com aquilo, e Elena deu-lhe a primeira lapiada. Ele fez uma careta de dor e respirou fortemente.
- Eu soube que uma garota deu em cima de você - Elena disse disse deu mais uma lapiada no rapaz, que contraiu o rosto de dor. - Você sabe como sinto-me a respeito disso.
Elena deu mais três lapiadas no peitoral de Christian e deu uma pausa para que ele pudesse respirar direito. Ela não pararia por ali. O faria sofrer mais um pouco.
- Quem lhe disse isso, senhora? - perguntou Christian ainda respirando com dificuldade.
Elena o encarou exalando elegância.
- Tenho minhas fontes - ela respondeu.
Christian a encarou de volta, os olhos prateados fixos nela.
- Quero que saiba que não tenho olhos para ninguém a não ser para a senhora.
Por um momento, Elena sentiu-se perdida, sem saber o que dizer. Afinal, o que poderia dizer diante daquela frase de seu submisso? Ela mesma exigira que ele não ousasse ter qualquer relacionamento com outras mulheres, mas esperava que ele obedecesse suas ordens calado, e não que ele dissesse algo com tanta convicção, como se sua alma dependesse apenas dela e de mais ninguém. Ela jamais sentiu-se tão plena com qualquer outra pessoa como sentia-se com Christian, e sabia que aquilo não podia ser bom. Em vez de dominá-lo, era ela quem estava sendo dominada.
Agora não tem jeito
Cê tá numa cilada
Elena recompôs-se rápido e retomou sua posição de elegante dominatrix, passando a língua sobre todo o cumprimento das tiras do chicote.
- Isso - ela pousou novamente as tiras sobre o peito dele. - É assim que se fala.
Elena voltou a dar mais sequentes lapiadas revista somente parou quando chegou a vinte. Já era o bastante para ele, mas ela também queria ser saciada.
Ela encarou o submisso ofegante que já tinha um vermelhidão no peitoral, e levantou-lhe o queixo com a ponta do chicote, fazendo-o encará-la de volta.
- Venha. E faça o mesmo comigo - disse.
Elena abriu o zíper da calcinha de couro preto que ligava a parte vaginal à parte anal e aconchegou-se confiante no outro sofá, abrindo as pernas ao máximo. Christian levantou-se com certa dificuldade, pois estava algemado, haviam bolas tailandesas inseridas em seu ânus, e seu peito ardia muito. Mesmo assim, ele caminhou com a mesma graça de sempre, olhando intensamente para a mulher mais audaciosa e sexy que já conhecera.
Cada um por si
Você por mim e mais nada
Elena pegou uma pequena chave do canto do sofá e abriu-lhe as algemas que pareciam apertar-lhe os pulsos. Ela pretendia obter bastante prazer, e para isso seria essencial que ele estivesse solto.
Ela jogou as algemas no canto do sofá e entregou-lhe o chicote de tiras.
- Na minha vagina - ela ordenou. - Agora.
Christian a encarou por um momento, logo depois passando levemente as tiras do chicote no sexo de sua dona. A dominatrix suspirou entre os dentes, já sentindo os primeiros frames de excitação. Ele iria provocá-la, vingativo como era.
Ela sentiu Christian deslizar as tiras do chicote sobre seus seios, depois voltando a concentrar-se em sua feminilidade, disparando o primeiro golpe. Elena fechou os olhos e apertou a parte de cima do encosto do sofá com suas unhas vermelhas e bem feitas. Aquilo doía mas era gostoso. Parecia bastante com a sensação de cera quente da vela jogada no mesmo lugar.
Christian deslizou lentamente o chicote no sexo de Elena, voltando a desferir mais um golpe. Ela contorceu-se já louca de excitação. Aquela sensação era maravilhosa. Tanto ela quanto ele estavam lindamente expostos e combinando com as vestes de couro. Se fossem outros tempos e outras circunstâncias, ela abandonaria Linc para ficar com Christian, independente da diferença de idade entre ambos, sem nem pensar duas vezes.
Ele desferiu-lhe vários golpes não muito fortes, mas muito excitantes e intensos, até que Elena percebeu que não aguentaria mais. Seu sexo estava tão úmido e ardia tanto, que ela sentiu que iria morrer se o seu submisso não lhe invadisse.
Longe do meu domínio
Cê vai de mal a pior
- Enfia - ela ordenou enlouquecida e ofegante. - Enfia agora!
- Assim? - Christian sorriu e adentrou o cabo do chicote na vagina de sua dominatrix.
Ela gemeu alto e olhou para o seu sexo, apreciando o vai-e-vem que Christian fazia com o cabo do chicote. Ela já sabia que ele a provocaria igualmente, e aquela estava sendo uma deliciosa tortura. Contudo, mesmo obtendo prazer com o objeto, ela sentiu que enlouqueceria se não fosse invadida pelo membro grosso e rijo de seu submisso.
- Chega - foi mais uma súplica do que uma ordem. - Tire isso de mim e enfie logo outra coisa.
Christian fez como ordenado e jogou o chicote no chão. Ajeitando-se um pouco, ele a preencheu completamente. Elena jogou a cabeça para trás e soltou um gemido de satisfação. Só ele a preenchia e a completava daquela maneira.
Elena observou o entra-e-sai da masculinidade dele enquanto o submisso dava impulsos cada vez mais frenéticos e intensos. Ela mordeu o lábio inferior, saboreando cada investida. Com Christian, a expressão "foder com força" era levada bem a sério, o que a excitava ainda mais. Os relacionamentos que tinha com seus submissos não chegavam a três meses, e com Christian estava há três anos. Ela simplesmente não conseguia imaginar-se sem ele.
Vem que eu te ensino
Como ser bem melhor
Christian segurou as duas pernas alvas e arremeteu estocadas ainda mais fortes no centro do prazer de Elena, fazendo-a gemer cada vez mais alto para o desespero da própria, pois haviam vários vizinhos conhecidos de Linc. Mesmo a contragosto, ela ordenou-lhe para que parasse, e Christian obedeceu de imediato.
- Há muitos vizinhos aqui - ela explicou, ajeitando-se. - E estamos na sala.
- Sim, senhora - ele concordou. - A senhora gostou?
Elena sorriu satisfeita ao notar que seu jovem submisso também tinha um sorriso no rosto atraente. Ela agachou-se perante a ele é segurou seu membro com força.
- O que você acha? - ela indagou provocativa e i abocanhou faminta.
Christian respirou entre os dentes e empurrou mais seu sexo na boca de Elena, que o sugava com força. Cada movimento era enlouquedor para ambos, o que só fazia subir a excitação. Elena não queria parar, de fato - ela queria muito mais, e somente com ele.
- Venha - ela disse ao erguer-se de repente, deixando Christian desorientado e excitado ao mesmo tempo. - Quero que você goze no meu ânus, e também tirarei essas bolas tailandesas do seu.
- Sim, senhora - ele obedeceu ainda ofegante ao segurar a mão que ela estendia, acompanhando-a até o quarto de casal.
Sim, Elena teria muito mais naquela tarde, pois o que tinha acontecido na sala fora apenas uma entrada, um delicioso aperitivo. Demoraria bastante até Linc chegar do trabalho, e não deixaria de obter prazer com seu melhor submisso por causa dos vizinhos. Eles que fossem para o inferno. Ninguém nunca iria impedí-la de perder-se prazerosamente no corpo de Christian. Ele era seu e sempre seria.
Uuuhh…
Eu quero você, como eu quero!

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