Um conto Eremika
"𝓔𝓻𝓮𝓷 𝓪𝓷𝓭 𝓜𝓲𝓴𝓪𝓼𝓪 𝔀𝓮𝓻𝓮 𝓬𝓸𝓶𝓹𝓵𝓮𝓽𝓮𝓵𝔂 𝓭𝓮𝓹𝓮𝓷𝓭𝓮𝓷𝓽, 𝓪𝓭𝓭𝓲𝓬𝓽𝓮𝓭 𝓪𝓷𝓭 𝓲𝓷 𝓵𝓸𝓿𝓮 𝔀𝓲𝓽𝓱 𝓮𝓪𝓬𝓱 𝓸𝓽𝓱𝓮𝓻, 𝓫𝓾𝓽 𝓪 𝓫𝓪𝓻𝓻𝓲𝓮𝓻 𝓽𝓱𝓪𝓽 𝓫𝓸𝓻𝓮 𝓽𝓱𝓮 𝓷𝓲𝓬𝓴𝓷𝓪𝓶𝓮𝓼 '𝓶𝓪𝓼𝓽𝓮𝓻' 𝓪𝓷𝓭 '𝓼𝓵𝓪𝓿𝓮' 𝔀𝓪𝓼 𝓹𝓵𝓪𝓬𝓮𝓭 𝓪𝓫𝓸𝓿𝓮 𝓪𝓵𝓵."
Era tarde, por volta de três ou quatro horas. Era uma tarde fria e nublada por conta do inverno que há pouco havia chegado e também por conta dos muitos pinheiros que praticamente cobriam toda a cabana, impossibilitando a entrada da luz solar na maioria das vezes. Dias frios assim pediam por uma bebida quente, um suave calor vindo direto da lareira e principalmente por corpos quentes e completamente suados após longas rodadas de sexo ardente. Eren e Mikasa ignoraram as duas primeiras coisas, pois os seus corpos estavam ansiosos demais para se saciarem um do outro.
Ele tirou as alças da camisola bege semitransparente que ela usava e deixou o tecido fino cair lentamente sobre o chão do quarto. Apesar do clima mais frio, Eren quis que a janela permanecesse aberta. Os olhos escuros dela não abandonaram os olhos verdes dele, sentindo-se hipnotizada por aquele homem que ela tanto desejava e amava. Apesar do ar frio, ela já se sentia quente por dentro e mais do que pronta para se entregar a ele.
— Sente-se na cama. Agora — Ele ordenou.
Mikasa não pensou mais e fez como o seu mestre havia ordenado.
O melhor de tudo naquela relação era que ele lhe dava ordens e ela gostava de obedecê-lo, sentia prazer nisso. Não era apenas algo bruto e forçado.
— Abra as pernas e incline o seu corpo um pouco para trás — ele ordenou ainda de pé no mesmo lugar.
Mikasa obedeceu já sentindo o seu corpo formigar em expectativa, embora ela soubesse que tudo a partir daquele instante não seria fácil. Eren gostava muito de sexo bruto e sempre fazia de tudo para marcar ao máximo o corpo dela. Mas ela não queria e nem ousaria reclamar, pois o prazer que obtinha após horas incansáveis de sexo selvagem era muito maior, ainda que o seu corpo ficasse dolorido no dia seguinte.
— Muito bom — Eren disse olhando de modo fixo e desejoso para o corpo daquela mulher obediente e submissa que lhe pertencia. Somente a ele e a mais ninguém.
Ele andou até onde Mikasa estava e ajoelhou-se perante ela.
Aquela cena foi bela de se ver. Por um momento, pareceu que ele era o submisso, não ela. Era como se ele estivesse prestes a prestar-lhe adoração.
Ele abriu um pouco mais as pernas dela e estendeu a mão para acariciá-la a partir do busto.
Ele deu um leve sopro na parte mais íntima de sua submissa antes de abocanhar a carne macia e já úmida. Enquanto isso, a mão estendida desceu lentamente do alto do busto em direção aos montes alvos, massageando cada um em seu próprio ritmo até que os bicos dos seios ficassem entumescidos. Mikasa gemeu e pendeu a cabeça para trás saboreando as deliciosas sensações que o seu amado podia lhe transmitir.
Ainda segurando firmemente o traseiro dela com a mão esquerda e afundando sua língua no interior quente e molhado, Eren deixou a sua mão descer um pouco mais até o alto da barriga firme e lisa.
Por um breve instante, ele sentiu-se desconfortável ao lembrar que ali, naquele pequeno espaço do corpo dela, havia sido concebido o fruto da relação dos dois, mas preferiu dispersar os pensamentos incômodos.
Ele continuou a fazer a sua tarefa, deliciando-se com os gemidos agudos e manhosos vindos de sua mulher e a mão estendida desceu mais até o ápice das pernas dela. Enquanto a sua língua trabalhava de modo implacável, a mão direita iniciou uma massagem intensa sobre a carne macia, estimulando o clitóris.
Mikasa deixou mais uma vez a cabeça pender para trás gemendo mais alto conforme os avanços de seu mestre se intensificavam. Os olhos semicerrados dela pousaram na direção dele enquanto ela se esforçava ao máximo para manter os braços firmes no lugar, embora eles tremessem tanto que mais pareciam ser duas gelatinas. Certamente, ocorreria o mesmo com as suas pernas após aquela deliciosa tortura.
Como se sentisse o olhar dela sobre si, Eren ergueu um pouco mais a cabeça e a fitou com os seus intensos olhos verdes enquanto continuava a realizar o seu saboroso trabalho. Os olhos deles se conectaram apenas por um breve instante antes que os braços tremulantes de Mikasa não aguentassem mais e ela deixasse o corpo desabar sobre o colchão macio.
Os lábios dele se curvaram num pequeno sorriso, mas ele não havia terminado. Ele iria saboreá-la mais. Iria experimentar o gostoso néctar daquela área tão quente e tão conhecida pelo seu membro que naquele momento já estava latejante e mais do que pronto para se encaixar no corpo dela. Mas ele se seguraria mais um pouco; ainda não era o momento.
Numa forma de satisfazer bem mais a ambos, os braços fortes dele passaram sob as pernas dela, colocando-as sobre os seus ombros firmes. Eren deu uma leve mordida na parte inferior da coxa sabendo que estava sendo parcialmente observado por ela.
O corpo de Mikasa tornou a desabar quando Eren continuou a satisfazê-la de modo ainda mais provocativo. Dessa vez era mais intenso, sem qualquer piedade. A intensidade dos movimentos da língua dele havia aumentado por conta da melhor profundidade ao qual ele poderia ir ao ter as pernas dela estendidas sobre os seus ombros.
Ela não aguentaria por muito tempo. A deliciosa tortura havia iniciado há pouco tempo, mas Mikasa tremia de excitação e loucura pelo prazer. Mas nem mesmo adiantaria implorar pois Eren não pararia enquanto não estivesse satisfeito.
A língua dele entrava e saía com rapidez, penetrando o fundo do prazer dela. Mikasa se contorcia de modo agonizante sobre a cama, mas não de modo brusco, pois ela não queria atrapalhá-lo e nem mesmo causar uma possível fúria dele. Por mais que o intenso prazer que assolava o seu corpo a deixasse quase sem sentidos, ela não queria que aquele delicioso momento fosse interrompido.
— Aaahh... — Mikasa gemeu mexendo a cabeça de um lado à outro e agarrou os lençóis.
Ela quase havia dito o nome dele, como quase fizera também em outras vezes, mas preferiu manter-se calada, pois essa não seria uma decisão inteligente — pelo menos, não naquele atual momento em que eles viviam.
Não satisfeito e disposto a provocá-la ainda mais, Eren substituiu a sua língua pelos dedos, penetrando-a bem devagar para, logo depois, aumentar o ritmo de vai-e-vem dos três dedos centrais. A sua genitália doía demais, louca para se libertar e adentrar a feminilidade de sua deliciosa escrava, mas aquele não era o momento de apressar as coisas, por mais loucos de tesão que ambos estivessem.
Mikasa gaguejou excitada e o seu corpo se contorceu ainda mais ao sentir os dedos dele penetrá-lá num ritmo rápido e profundo. Aquilo já era demais. Tão cedo ela já não mais aguentaria e o seu corpo desabaria antes mesmo do que ainda estaria por vir.
Com a outra mão livre, Eren apertou de modo firme a parte interna da coxa dela, quase cravando as unhas na pele macia.
Com a respiração irregular, Mikasa olhou para o seu amado que a fitava intensamente, os olhos transparecendo um pouco de raiva.
— É melhor que você fique quieta ou a sua situação pode piorar — Ele advertiu. — Nem ouse desmaiar, pois ainda nem começamos.
Mikasa assentiu de imediato, não conseguindo controlar as fortes batidas do coração.
Aquilo era demais. Eren não se daria por satisfeito até torturá-la completamente. Mas ela aguentaria, até o último momento; não apenas por não querer causar a ira dele, mas também porque ela amava todas aquelas incríveis sensações que ele a fazia sentir.
— Está gostando, não é? — Ele esboçou um sorriso provocante. — Em vez dos meus dedos, você quero a sentir o meu pau enorme te fodendo gostoso, certo?
Mikasa não soube se aquelas perguntas eram para ser respondidas, portanto, mordeu o lábio inferior para abafar os gritos e gemidos que até há pouco emitira. Não que ela precisasse fazer aquilo, pois não havia ninguém que pudesse escutá-los.
— Olhe para cá — A voz dele ordenou.
Como se ela já soubesse em qual direção olhar, os olhos semicerrados de Mikasa pairaram na parte de baixo da barriga dele.
De algum modo que ela não pôde perceber, ele havia libertado o grandioso membro grosso e a sua mão movia-se num sobe e desce delicioso deixando a extensão rígida lisa e enrugada conforme os suaves movimentos.
Mikasa quase pôde sentir uma baba escorrer de sua boca, mas de algum modo ela conseguiu se conter. Eren também havia percebido o crescente desejo dela por ele e sorriu como que se gabando.
— Gosta do que vê? — Ele indagou copiando a mesma pergunta que ela havia feito a ele num outro dia.
Mikasa emitiu um gemido alto e arqueou o corpo ao sentir que ele havia acelerado o movimento dos dedos dentro e fora de sua feminilidade pulsante e completamente úmida.
— Sim... Sim, mestre! — O corpo de Mikasa mais uma vez arqueou de prazer. — Eu adoro...
Eren fitou um pouco mais para abaixo, para onde ele se masturbava lentamente e também onde a penetrava incessantemente com os dedos.
Havia um belo contraste ali: o suave movimento da mão esquerda dele sobre o membro rígido e a velocidade da penetração dos dedos dentro do centro mais íntimo dela. Não havia necessidade dele aumentar o ritmo sobre a sua intimidade latejante, pois Eren não estava desesperado na busca pelo prazer — pelo menos, não ainda. Contudo, ele queria que Mikasa enlouquecesse, que gritasse, implorasse por ele.
— Está sentindo como eu afundo cada vez mais em você com os meus dedos?
Mikasa assentiu tentando recuperar o pouco fôlego que ainda tinha.
— Você queria que fosse o meu pau no lugar, não é? — Eren indagou de modo provocativo e esboçou o sorriso malicioso que ela tanto adorava.
Mikasa não assentiu, apenas deu um suspiro profundo antes de quase desabar sobre a cama, mas os cotovelos e antebraços ainda apoiavam o seu corpo.
— Mas você não vai ter, não ainda — ele disse, provocando-a, embora a tentação também caísse sobre ele. — Primeiro, farei você gozar como louca só com o movimento dos meus dedos e, depois, vou querer que você retribua o favor.
Os olhos de Mikasa pairaram onde Eren indicou com um gesto de cabeça.
Sim, o membro dele. Aquele membro grande, gostoso e suculento que ela adorava saborear. E que ela mal esperava para senti-lo enterrado dentro de si.
Eren inclinou-se um pouco mais sobre o corpo dela, olhos verdes e castanhos se conectando, e sussurrou:
— Agora goze — ele disse com a voz baixa e rouca. — Goze o máximo que puder na minha mão.
Mikasa sentiu tudo girar e ficar ainda mais intenso com o forte e implacável movimento da mão dele adentrando o interior dela. O movimento era rápido e profundo, sem dar a ela qualquer chance de pensar em outra coisa que não fosse o ritmo frenético e quase punitivo dos dedos dele.
Ela abriu mais as pernas sentindo a sua feminilidade inchar e dilatar conforme os movimentos se intensificavam. Seus braços, que apoiavam o corpo trêmulo, quase se desfaleceram como da outra vez, mas Mikasa esforçou-se ao máximo para se manter firme no lugar, pois Eren a fitava intensamente conforme adentrava a sua intimidade e ela queria que essa intensa troca de olhares perdurasse.
Estava sendo agonizante, sim, de tal forma que faltava-lhe o ar em breves instantes. Mas ela gostava. Gostava da troca de olhares, dos sussurros e de todo o contato íntimo e sexual entre ambos antes de voltarem a formalidade e frieza de sempre.
Os dedos dele deram as três últimas estocadas antes de pressionar a parede quente e molhada de sua escrava, atingindo o ponto "G".
Mikasa gemeu alto e sentiu o seu corpo ser condicionado para trás pela intensidade do prazer. Eren agachou-se rapidamente para trás, segurando o seu membro já completamente excitado, e a sua mão iniciou um lento e sensual movimento de sobe e desce enquanto ele lambida prazerosamente a outra em que Mikasa havia gozado.
— Huummm... deliciosa — Ele murmurou em apreciação. — Agora levante-se e venha retribuir o favor.
Mikasa, ainda imóvel é sentindo cada centímetro do seu corpo tremer, olhou em confusão para o seu mestre e para onde a mão máscula se movia num sobe e desce completamente excitante.
Ele queria que ela o tocasse, que o abocanhasse lá. Ela também queria, como sempre, mas ele não poderia esperar por outro momento? Ele a havia excitado tanto com a boca e com os dedos que a próxima ação em que ela mais pensava era tê-lo totalmente dentro de si, com fúria, como ele sempre fazia.
— Não pedirei de novo — Ele disse em aviso com o seu tom de voz grave e intimidante.
— Mas, mestre... — Mikasa replicou hesitante.
— Isso ficará para depois — ele disse ao apontar para a intimidade dela com um aceno de cabeça. — Você acha que eu não estou excitado? Meu pau está tão duro que simplesmente me afundar em você com todas as minhas forças ainda não me faria satisfeito.
A respiração de Mikasa ainda não conseguia se acalmar. Ela estava louca de tesão e apreciou o fato dele sentir o mesmo.
— Por ora, devo me contentar apenas com a sua boca para depois iniciarmos o que mais almejamos. Agora venha — ele ordenou.
Mikasa não teve escolha. Fechou as pernas e engatinhou em direção ao seu dono numa lentidão sensual que ele parecia gostar. A forma como Eren olhava para ela oscilava entre o dominador imponente e o amante completamente louco para satisfazer a ambos.
Mikasa agachou-se um pouco mais perante a ele é agarrou o membro com veias bem visíveis e latejantes e o fitou de modo hesitante.
— Mestre... me perdoe se eu não for tão bem, pois todo o meu corpo treme — Ela disse a ele numa voz quase rouca.
Eren sorriu e acariciam os fios curtos da cabeça dela. Era raro ela receber algum toque carinhoso dele. Bem raro.
— Apenas dê o seu melhor — disse ele, e podia se notar um tom de brandura em sua voz.
Ao ouvir aquilo, Mikasa sentiu-se mais motivada. Eren não era apenas o seu dono que a rebaixava numa posição de escrava, submissa. Bem no fundo, ele ainda era o gentil amante que sempre a regozijava.
Mikasa olhou para o membro enorme e beijou-lhe a ponta. A carne estava tão sensível que apenas com um simples toque, Eren inspirou entre os dentes com excitação.
Após o suave beijo, ela abriu mais a boca, não para abocanhá-lo de vez, mas para lamber a ponta, pois ela sabia que esse gesto o excitaria mais. E ela acertou, pois agora ele fazia um som gutural do fundo da garganta, talvez numa forma de tentar se conter.
Mikasa tratou de ignorar a parte superior e tornou a usar a boca para beijá-lo, agora por toda a extensão, de baixo para cima e de cima para baixo. Foi num gesto lento e delicado, sem qualquer pressa, embora ambos estivessem quase pegando fogo.
Agora dessa vez, ela usou a língua, fazendo movimentos em espiral por todo o membro ainda mais grosso que outrora, se é que aquilo fosse possível. Eren não conseguia ocultar seu contentamento e excitação — aliás, ele era um livro aberto quando se tratava do prazer. E essa era uma das coisas que ela mais amava nele.
Mikasa pousou os seus lábios carnudos acima da base superior,como que numa carícia, antes de olhar para o seu mestre como que pedindo permissão para o próximo passo. Eren sustentou o olhar dela e fez que sim, permitindo que ela fizesse o que ambos queriam.
Os olhos dela voltaram a pousar sobre a base redonda e brilhante e lambeu antes de colocar um terço de todo o cumprimento dentro da boca. O membro dele era enorme e ficava ainda maior quando excitado, portanto, ela o engpliria pouco a pouco.
Enquanto permanecia na primeira parte, Mikasa o estimulou lentamente, mas de modo sensual, sentindo o maravilhoso gosto dele. Tudo nele era bom e reconfortante, como um cheiro puro de lavanda.
Eren a segurou de modo delicado, mas firme, pelo cabelo curto enquanto ela descia para a segunda parte, preenchendo um bom espaço da boca.
Assim como o gesto ao seu cabelo, Eren também a tratava de modo firme e delicado em muitas das vezes. Ele continuava a ser o dominador implacável e intenso, mas procurava satisfazê-la com cuidado e dedicação. E quando ela sempre retribuía o favor, os vibrantes olhos verdes expressavam mais afeto do que uma postura forte — e em muitas das vezes, até mesmo forçada — de dominador.
Não que Mikasa tivesse mais esperanças de que o antigo Eren pudesse retornar, mas era bom notar poucos gestos de afeto da parte dele. Para ser sincera, ela era ainda mais apaixonada pelo Eren atual, o seu mestre e dominador, pois somente com ele, ela podia experimentar saciar e ser saciada, explorar o mais profundo ápice do prazer.
Descendo a parte do meio da base, Mikasa intensificou os movimentos que a sua boca fazia, mesmo que todo o cumprimento e grossura da masculinidade de seu mestre estivesse preenchendo quase que perfeitamente a profundidade úmida até a garganta. Por um momento, ela se perguntou se realmente conseguiria engoli-lo por inteiro. Ela continuou com os movimentos de sobe e desce num ritmo lento, constante e tentador enquanto o seu dono aprofundava os dedos entre os fios curtos da cabeça dela.
Tê-lo grande e duto em sua boca não era tão rotineiro assim, exceto quando ele fazia questão de torturá-la ou mimá-la como naquele dia. E sempre que ela o tinha em sua boca, não conseguia satisfazê-lo por completo devido ao tamanho que expandia quando muito excitado. Ela pretendia satisfazê-lo por completo naquele dia, devolver o favor de um modo que o faria se excitar ainda mais por ela. Não seria fácil, mas ela tentaria de tudo por ele.
Mikasa sentiu Eren puxar o cabelo dela de modo firme, mas cuidadoso, fazendo-a olhar para ele. Mikasa lamentou que o delicioso membro tivesse se deslocado de sua boca.
— Você consegue? — Ele indagou, a voz rouca de tesão.
Mikasa notou a que ele se referia e fitou toda a extensão do membro latejante antes de tornar a olhar para o seu mestre. Ela assentou devagar, mas de modo firme.
— Sim, mestre — respondeu num murmúrio.
Ela percebeu um pequeno sorriso se formar no canto dos lábios dele.
— Claro que consegue — Ele disse motivando-a e correu a mão pelos curtos fios do cabelo de sua escrava num gesto afetuoso.
Ainda sustentando o olhar dele, Mikasa não pôde evitar sorrir ao senti-lo acariciar a sua cabeça.
Eren estava sendo afetuoso com ela — o que era um caso bem raro — e acreditava no potencial que ela devia ter, incentivando e motivando o próximo ato dela.
Mikasa seguiria em frente, não apenas para satisfazê-lo, mas também porque ela mal ansiava por ter a pele dele colada na sua, dos vai-e-vem intermináveis que muitas vezes a fazia ver estrelas e pensar que estava no paraíso. Mas, decerto, ela estava.
Os braços fortes e firmes que muitas vezes cingiam o seu corpo eram como o paraíso para ela; o melhor lugar do mundo, de onde ela nunca pensava em sair, apesar de ter plena noção de que o relacionamento que tinham não era tão saudável assim. O lugar onde eles agora residiam também lhe trazia uma enorme sensação de estar no paraíso pois era uma cabana isolada no meio de uma floresta coberta por pinheiros enormes. Lá não havia conflitos, guerras, nem mesmo intromissões à vida que levavam, Mikasa pensou ao lembrar de Sasha.
O movimento de sobe e desce de sua boca se intensificou ainda mais, como se desejasse com loucura tê-lo por inteiro. Por algumas vezes, engasgou um pouco, mas foi amparada por seu mestre que mantinha os dedos atravessados entre os fios curtos do cabelo dela e repetia palavras de incentivo e de pura sacanagem, descrevendo o que faria com ela em seguida.
Mikasa intensificou os movimentos, mesmo que com certa dificuldade, sentindo-se motivada pelas palavras dele e o quão poderosa e sensual ele a fazia se sentir.
Ouvir da boca dele o que fariam em seguida a excitava, a impelia a querer mais, dar mais e imaginar o quão trêmulo o seu corpo ficaria depois de tudo acabar. Mas ela não queria que acabasse. Queria ficar por horas a fio presa nos braços dele, ser elevada aos mais altos níveis do prazer, ser castigada e amada.
Sim, "amada". Por que não? Eren podia ser reticente quanto a sentimentos mais belos e profundos, mas um lado de Mikasa sabia o quão apaixonado ele era por ela, o quão dependente por seu cheiro e por seu corpo ele era. A verdade é que ambos eram completamente dependentes, viciados e apaixonados um pelo outro, mas uma barreira que trazia as alcunhas "mestre" e "escrava" era colocada acima de tudo.
Sabendo que estava prestes a gozar, Eren puxou o corpo de sua escrava para cima, salvando-a de engasgar outra vez, e ficaram parados por um momento naquela posição; ambos com os joelhos sobre a cama, ele abraçando e acariciando o corpo delgado, e ela com a cabeça apoiada no peito firme dele.
Aquilo havia sido muito bom, ele pensou ao olhar para ela que ainda mantinha os olhos fechados.
Ela sempre o agradava, mas nunca havia conseguido chegar ao fim devido ao tamanho dobrado de sua crescente excitação. Mas dessa vez, ela havia ido quase até o fim; chupando, lambendo, beijando o seu membro excitado, o engolindo com satisfação, o levando à beira da loucura. Mas, sim, foi quase. Ele não havia deixado ela ir até o fim pois não queria se esvaziar dentro da boca dela, mas dentro da umidez quente, macia e excitada que já o esperava.
— Você conseguiu — Eren murmurou perto do ouvido dela enquanto a sua mão descia e deslizava ao centro da feminilidade de sua maravilhosa escrava.
Mikasa abriu os olhos e ergueu a cabeça, olhando para ele.
Eren sorriu ao perceber o quão cansada ela já aparentava estar.
— Nem pense em dormir — Ele a alertou. — Ainda temos um longo caminho pela frente.
Mikasa gemeu excitada pelos movimentos lentos e deliciosos que ele fazia entre as pernas dela.
— Não pretendo dormir, mestre — Ela murmurou tremendo em antecipação. — Por todo este momento, serei só sua.
— Você já é minha, ou ainda não percebeu isso?
A voz dele era como um grunhido, um rosnar — não um rosnar de raiva, mas de excitação e provocação. O sorriso sutil permanecia no canto dos lindos lábios carnudos e os olhos verdes brilhavam por alguma emoção que ela não soube descrever. O outro braço dele cingia de modo ainda mais firme e dominante o corpo feminino e delgado.
Mikasa suspirou apaixonada ao sentir ser ainda mais abraçada por ele.
— Sim — Ela disse olhando nos olhos dele, sem saber se realmente tinha permissão para fazer aquilo, mas sentindo-se encorajada pelo bom tratamento por parte de seu amado. — Eu sou sua, meu mestre.
Eren a abraçou com ainda mais força, pegando-a de surpresa, tomando mais o corpo dela para si e colando os seus lábios com os dela num beijo profundo e cheio de paixão.
Os olhos de Mikasa se abriram por um breve instante para espiar aquele momento intenso e afetuoso que ele havia proporcionado, inclusive para apreciar o belo rosto dele. Os olhos dele também se abriram e se fixaram nos olhos dela enquanto os lábios permaneciam unidos e em conjunto. O que ela devia estar pensando naquele momento?
Separando-se brevemente, Eren tomou os braços firmes dela e os cingiu em volta de seu pescoço antes de tornar a ocupar a boca dela com a sua.
Mikasa estava feliz. Eren estava mais cuidadosos e carinhosos com ela, abraçando o seu corpo e beijando-lhe os lábios de modo tão intenso e apaixonado. Por um momento, ela até mesmo pensou que ele queria mais, uma relação mais duradoura e convencional do que aquela que tinham. Contudo, seria bom não se iludir. Se Mikasa pensava que a relação deles podia voltar a ser como era algum tempo atrás, ela era uma sonhadora tola e iludida. Era tão bom aproveitar o breve instante de mais intimidade entre ambos além do sexo, e ela poderia se contentar apenas com aquilo.
Ela o abraçou com todo o carinho, embora ainda um pouco hesitante, e correu os dedos entre os fios longos do cabelo dele que agora estava solto. Ele emitiu um gemido baixo e aprofundou ainda mais o beijo, erguendo o corpo feminino um pouco mais para que os seios fartos estivessem ao alcance de seu rosto.
Mikasa sentiu vontade de chorar ao pensar o quão apaixonada ela era por aquele homem. Aquele dia não era especial, era como todos os outros, exceto pelo tempo frio e cinzento, mas Eren fazia tudo aquilo parecer especial e maravilhoso. O ato sexual nem havia partido para a parte principal, mas Mikasa já sentia-se no paraíso, admirando as mais belas estrelas que pareciam estar tão perto.
Tudo que é bom dura pouco e, por isso, Eren quebrou o beijo sôfrego e apaixonado, fitando com os olhos semicerrados o rosto de sua bela mulher que agora estava numa posição mais alta sobre si. A cabeça dele foi para mais abaixo, para os seios deliciosos que já estavam quase à altura de seu rosto.
Mikasa emitiu um gemido gostoso e excitado ao observá-lo abocanhar o bico de um de seus seios, lambendo e brincando ao redor de toda a auréola.
Uma parte de Mikasa estava adorando ter os seus seios na boca dele, senti-lo chupar e brincar da maneira sexual que ela amava; já a outra parte estava cada vez mais ansiosa para que ele parasse logo com aquela tortura e preencher logo o seu corpo faminto pelo dele. Não que o seu mestre também não estivesse ansioso — ela o conhecia bem para saber disso, mas ele sabia se controlar bem melhor.
De modo repentino, algo que a surpreendeu, Eren largou os seios e tomou o corpo dela com força. Mikasa gemeu alto. Ela nem mesmo havia notado ele se posicionar.
Os gemidos que ela emitia eram tão altos e quase roucos, devido a profundidade e intensidade da penetração.
Algo parecia estar errado. Eren só se comportava de modo mais bruto quando a castigava; na maioria das vezes, ele sempre a fazia esperar, provocando-a com uma lentidão deliciosa e um controle que ela invejava. Ele certamente parecia estar irritado com algo. Mas o quê?
Mikasa olhou um pouco para baixo enquanto mal conseguia respirar pelas estocadas punitivas e percebeu que o rosto de seu mestre mostrava uma expressão rude, até incômoda, como se estivesse pensando ou tentando esquecer algo que o importunava. O que quer que fosse, ela não tinha o direito de saber. A posição que ela ocupava naquela relação era apenas a de submissa/escrava, não a de uma esposa solidária que compreendia o marido.
Ainda olhando para ele, que não a fitava de volta, Mikasa percebeu mais uma coisa: Eren parecia ignorar o balançar frenético dos seios dela, até mesmo o rosto dele estava desviado para o outro lado.
Aquilo era incomum, ela pensou ao franzir o cenho, embora a intensidade da penetração estivesse quase fazendo-a gritar. Eren nunca ignorava os seios dela, estivessem eles em movimento ou não. Ele sempre a provocava e a enlouquecia, divertindo-se com a ansiedade dela.
Os pensamentos dela sobre a atitude de seu mestre se dissiparam no mesmo momento em que ele pressionou mais o corpo dela com o dele e engatinhou com ela em direção à cabeceira da cama. As estocadas estavam ainda mais violentas e incessantes, era como se o vigor dele não acabasse — e nem poderia, pois ela queria mais, muito mais daquilo, mesmo que o seu corpo já estivesse implorando por uma pausa.
Os braços dela cingiram e se firmaram ainda mais ao redor do pescoço dele. A intensidade frenética da penetração a fazia gemer cada vez mais alto ao ponto de quase gritar o nome dele, mas se conteve, pois sabia que era proibido.
A cabeça e as costas batiam na cabeceira de vez em quando por conta da profundidade dos movimentos, o que era bem incômodo e desconfortável em certos pontos. Eren não estava transando como o dominador cauculista que sempre mantinha o controle a cada ato, mas como um homem perdido e completamente ensandecido pela paixão.
A mão dele acariciou o corpo dela de cima à baixo, perto dos seios até abaixo das nádegas, provocando-a com um ligeiro aperto com as unhas pequenas. A boca dele também estava ocupada, chupando e mordendo o pescoço dela de modo sôfrego, mas sensual.
Mikasa arqueou excitada e deixou pender a cabeça para trás. Não que fosse um gesto muito inteligente, pois as dores na cabeça se intensificaram pelas batidas na cabeceira.
— Mestre...
Ela queria que ele continuasse avançando com fúria para dentro do corpo dela, mas daquele jeito estava sendo desconfortável e dolorido.
— Mestre — Ela o chamou novamente, não conseguindo pronunciar a palavra. Ele não a escutou — ou preferiu não lhe dar ouvidos.
— Se você me chamar novamente neste momento, lhe darei uma surra — Ele grunhiu ainda contra o pescoço dela, sem deixar cessar os movimentos vigorosos e intensos.
Mikasa se calou no mesmo instante, até mesmo sufocando os gemidos manhosos e sensuais que emitia há pouco. Sim, era desse jeito que a relação dos dois funcionava e ela já deveria saber disso. Ela não tinha permissão e nem o direito de querer ou exigir que ele fizesse algo.
Eren acelerou os movimentos, também como uma forma de castigo, e se divertiu ao notar que ela mal conseguia conter os gemidos e gritos. Ele não havia permitido que ela tentasse se calar, mas adorou admitir que aquilo era bem excitante. Com mais três estocadas profundas e punitivas, ele se esvaziou completamente dentro dela.
Com a respiração em descompasso, Mikasa deixou-se amolecer sobre o colchão e encolheu mais um pouco as pernas que tremiam. Ela conseguia sentir que o seu mestre estava debruçado sobre ela, com a respiração igualmente irregular. Mikasa abriu os olhos lentamente, pois o cansaço a dominava, e notou que o lindo par de olhos verdes a analisava com cuidado e até mesmo com algum outro tipo de emoção.
Eram raras as vezes em que ele a fitava daquele modo, tão vagaroso. Talvez o sexo intenso o tivesse feito agir de modo tão pensativo. Realmente, havia algo a se pensar, visto que a forma como haviam se unido estava mais para uma paixão ardente entre dois amantes do que uma união puramente carnal entre um mestre e sua escrava.
Ela queria tanto sorrir para ele, senti-lo acariciar mais uma vez o seu corpo delgado e lhe dizer o quanto o amava. Mas ele não lhe permitiria. Não o Eren de agora, dono de seu corpo e de sua alma, o homem frio que ele havia se tornado.
O olhar dele, antes demorado no corpo dela, agora estava fixado numa parte mais específica. Ele estendeu uma das mãos e passou um pouco abaixo dos seios dela, parecendo limpar algo. Mas ele não estava tirando algo sujo, Mikasa percebeu ao abrir mais os olhos. Entre os dedos dele, havia algo líquido e familiar que, recentemente, ela conhecia muito bem; aquela pequena gota era leite e os seus seios estavam vazando.
Mikasa levantou-se um pouco mais apoiando o corpo nos antebraços e o fitou com um olhar surpreso e até um pouco culpado. Era estranho ver os seios vazando, pois ela não os sentiu pesados e doloridos em nenhum momento.
Os olhos de Mikasa acompanharam Eren descer da cama e desaparecer do quarto.
Então era por aquele motivo que antes ele parecia ignorar o balançar de seus seios, por sentir-se estranho em meio àquela situação e ainda por querer ignorar o fato de que existia um fruto daquela relação. Ele certamente devia estar se sentindo irritado.
Mikasa olhou para baixo.
Ela não queria que o clima pesado do constrangimento por algo que eles ainda não sabiam como lidar estragasse o recente momento de paixão entre eles.
Ela suspirou profundamente em pesar.
Sentia-se tão culpada em abandonar aquele ser tão frágil que tanto precisava dela — dos dois, na verdade. Se ela pudesse escolher, tudo aquilo seria diferente.
Os olhos de Mikasa se ergueram mais à frente quando viu Eren adentrar o quarto mais uma vez. Ele andou na direção onde ela estava, sentou-se na beirada da cama e estendeu o que parecia ser um pano ou uma pequena toalha branca.
— Tome e se limpe.
Mikasa pegou o pano, até com um pouco mais de cuidado e um tanto hesitante pelo recente constrangimento, embora Eren mostrasse um lado mais delicado em comparação ao que ela já estava acostumada. Ela se ergueu um pouco mais, sentando-se por completo, e limpou todo o resíduo do líquido sobre os seios bem fartos. Mas ela sabia que o vazamento não pararia tão cedo, ficaria um pouco mais de tempo até que o excesso de leite fosse retirado. Ela podia sentir Eren observar todo o movimento que a mão dela fazia ao limpar, como se estivesse num transe.
Ela olhou para ele, um pouco hesitante e nervosa.
— Eu deveria ter esvaziado num recipiente — Ela disse com a voz quase fina. — Isso também acontece quando eles são estimulados.
— Percebi — Eren disse olhando para o movimento da mão feminina e depois para ela. — Acho que essa não foi a primeira vez que senti o gosto de leite na minha boca.
Mikasa sentiu vontade de rir, mas conteve-se, pois ela não sabia como ele reagiria, principalmente quando se tratava do "assunto" que ainda criava uma tensão maior entre os dois.
— Acredito que eles ficarão assim por muito tempo já que você disse que eles estão vazando por conta do leite não ter sido transferido — Eren continuou ainda olhando para ela.
— Sim — Ela assentiu e murmurou concordando.
— Como eu não quero perder muito tempo aqui falando com você enquanto você os enxuga, e nem mesmo quero parar o que estávamos fazendo há pouco por conta desse "incidente", me contentarei em sentir o gosto do leite.
Mikasa parou o que estava fazendo e olhou para o seu mestre.
Ele não parecia mais tenso quanto antes, mas parecia demonstrar um ar humorado e sensual. Ela sentiu-se aliviada.
Ele estendeu a mão direita para ela.
— Deite-se na cama. Quero que você faça algo antes de continuarmos onde paramos — Ele ordenou.
Mikasa devolveu o pequeno lenço a ele e fez como o ordenado.
— Eu vou te observar e você irá me observar. Isso é tudo o que você precisa saber, por enquanto — Ele disse ao sair da cama e parar ao lado de um aparador que ficava em frente à cama.
Mikasa suspirou já excitada e ansiosa.
Por enquanto, ela nada podia fazer a não ser permanecer deitada ali, esperando o próximo comando dele. Eren disse que iria observá-la e que ela faria o mesmo. Por mais atrativa que fosse a ideia, ela queria muito mais além de observá-lo e ser observada por ele enquanto brincavam com seus próprios corpos. O corpo feminino, que já estava ardente e tremulante pelos orgasmos da transa que tiveram antes, necessitava desesperadamente que o seu mestre continuasse onde havia parado, que voltasse a enlouquecê-la com estocadas profundas e intensas.
Ela olhou para ele.
O seu mestre estava lindo com o corpo encostado contra o aparador e o pé esquerdo apoiado mais abaixo em equilíbrio. Ele morreu o lábio inferior, os olhos verdes mapeando com satisfação todo o corpo delgado e feminino à sua frente.
Mikasa suspirou desejosa. Ela amava saber que o excitava.
— Abra as suas pernas, Mikasa — Ordenou a voz calma. — Quero ver um melhor ângulo de você.
Mikasa fez como o ordenado, sustentando o olhar flamejante dele.
— Abra mais — Ele ordenou com a voz rouca, grudando a mão direita instintivamente no membro ainda completamente desperto.
Mikasa obedeceu e acariciou com a mão esquerda a parte inicial da virilha, já sabendo que Eren gostava e que aquele seria o próximo comando dele. Ele sorriu satisfeito. Ela o conhecia muito bem.
— Nós poderíamos continuar fodendo por horas em cima dessa cama — Ele disse com os olhos desejosos sobre o corpo dela enquanto a mão direita continuava com o lento e sensual movimento de sobe e desce ao redor do membro comprido e excitado. — Mas tenho outros planos para nós dois.
Mikasa suspirou excitada e já ansiosa, ainda olhando para ele, e também moveu a sua mão num sobe e desce, estimulando os lábios vaginais.
— Assim, mestre? — Ela murmurou mostrando saber o que ele sempre a incentivava, embora Mikasa ainda tivesse insegurança sobre o próprio corpo.
Eren fitou a feminilidade dela já quase completamente encharcada por conta do tesão.
— Sim, assim — Ele disse aprovando. — Muito bem.
A mão direita de Mikasa desceu até a região dos seios, apalpando-os algumas vezes enquanto a mão esquerda a estimulava intensamente para o prazer de seu mestre que a observava atentamente enquanto também estimulava a própria intimidade. Quanto mais os movimentos dela se intensificavam, os dele também repetiam o gesto.
Os olhos verdes e os olhos castanhos continuavam a se sustentar de modo intenso e provocativo que ambos adoravam, exceto por algumas vezes em que a cabeça de Mikasa pendia para trás e ela fechava os olhos por conta da excitação. Mas Eren não parecia se incomodar pelas vezes em que o olhar dela não sustentava o dele; ele estava se divertindo muito com aquilo.
— Vai, continue — Eren a encorajou ao perceber que ela já parecia estar sem ar. — Enfie mais os dedos e provoque bem fundo, assim como eu fiz antes.
Mikasa obedeceu, não somente porque o seu mestre a ordenara, mas também porque ela queria. Ela estava cada vez mais louca de tesão, desesperada para tê-lo novamente dentro de si.
Com os seus dedos dentro da carne úmida, estimulando num delicioso vai-e-vem, ela pressionou um pouco mais forte para cima como ele sempre fazia e emitiu um gemido alto, deliciando-se de prazer. Contudo, não se comparava a como ele fazia. Eren não somente era o seu mestre na relação que ambos tinham, mas também era um mestre do prazer. Ele conhecia cada centímetro do corpo dela, suas necessidades e desejos, muito mais do que ela mesma.
Mikasa continuou a estimular a sua intimidade e um de seus seios e notou que a sua mão direita também estava úmida. Os seus seios haviam voltado a vazar, mas aquilo não era mais um problema. A tensão que antes ela teve ao pensar em qual seria a reação de Eren havia se dissipado, principalmente depois de ele lhe dizer que continuaria a abocanhar os seios dela, mesmo que experimentaste novamente o gosto de leite.
Mikasa sorriu em pensamento.
As ações e comportamentos de seu mestre podiam ser totalmente diferentes a cada instante — mais compreensível ou mais implacável —, mas o amor que ela tinha por ele permanecia o mesmo.
Entretanto, por mais ardente que o seu corpo estivesse por dentro, ela sentiu o corpo se arrepiar cada vez mais pelo frio.
— Mestre — Mikasa o chamou e olhou para Eren que continuava a se masturbar ao observá-la. — Estou ficando com frio.
Eren ergueu as sobrancelhas em surpresa e olhou para a janela logo ao lado.
De fato, o tempo estava bem cinzento e o vento que corria lá fora estava consideravelmente forte, tendo como efeito o intenso balançar das cortinas do quarto. Mas aquilo não seria um empecilho, pelo contrário. Ele poderia facilmente fodê-la do lado de fora, mesmo até se chovesse, como fizera outra vez. Então ele teve uma ideia.
Eren tornou a fitá-la e sorriu ao observar atentamente o corpo feminino nu e tremulante, não somente pela ausência de calor, mas também pelo prazer proporcionado que ele tinha certeza de que ela soubera transmitir. Ela havia aprendido muito bem.
Mikasa estava tão linda deitada na cama, as pernas abertas com a mão esquerda sobre a feminilidade já completamente úmida e inchada, e a mão direita sobre um dos seios que também estava úmido e inchado. A aparência dela transmitia cansaço, desejo e, julgando pela respiração forte e quase rasa, ela estava completamente ansiosa.
Os olhos dele se apreciaram em vê-la naquele estado tão subjugada e sensual, mas não a sua masculinidade cada vez mais crescente e tão ansiosa quanto a dela. Se ele não desse o passo definitivo, poderia explodir.
— Venha cá — Ele a chamou com a sua voz grave e sensual.
Mikasa não pensou duas vezes em obedecer o comando, não somente porque ele era o seu mestre, mas também porque ela estava totalmente desesperada em ser novamente preenchida e ela sabia que ele finalmente faria o que ambos mais ansiavam.
Ela andou o mais rápido que pôde na direção dele e Eren a puxou firmemente contra o seu peito.
Olhando nos olhos dela, num misto de desafio e desejo, ele desceu com a mão direita em direção à feminilidade inchada e tremulante pela ansiedade de tê-lo novamente. Ele adentrou os dois dedos de modo mais intenso e apressado pois não queria mais perder tempo com preliminares; ambos estavam no auge do desespero. Mikasa emitiu um gemido manhoso.
— "Molhada" é pouco para definir como você está — Era disse com a voz rouca, quase como um rosnado. — Está louca para eu te foder, não é?
Mikasa fez um esforço para manter os sentidos, embora estivesse quase se dobrando sob os braços fortes dele. Ela tentou assentir rapidamente.
— Os teus seios parecem estar completamente inchados. — Ele observou atentamente e sentiu o peso e a maciez de um deles na mão que antes cobria a intimidade dela. Ele poderia ocupar a outra mão, mas não queria romper aquela proximidade. — Estão doendo?
Mikasa fez que não, amando vê-lo excitado e louco por ela — e ousava imaginar, até um pouco mais cuidadoso.
Ela olhou para a mesa ao qual o corpo dele se apoiava. Ele a foderia ali?
Ainda abraçado com ela, o que Mikasa estava adorando por conta do vento mais gélido que vinha da janela ao lado, Eren brincou com um mamilo e beijou a ponta dele.
— Então, vamos provar mais uma vez esse sabor — Ele disse fitando a sua escrava com os olhos verdes em chamas.
Mikasa gemeu alto em surpresa quando ele abocanhou o seu seio, chupando e saboreando com vigor como sempre fizera antes de chegar o momento que, mesmo de modo parcial, fez mudar ainda mais a relação dos dois.
Era tão bom quando ele fazia aquilo. Quando ele sentia prazer e lhe dava mais prazer em troca. O "pequeno segredo" permanecia como uma haste na relação dos dois, algo que os unia e os separava bem mais que antes. Era estranho para Mikasa tratar uma parte sua como apenas um "segredo" e algo a ser ignorado, mas ela entendia que para Eren era praticamente impossível dividí-la com um outro alguém e até mesmo assumir um papel que parecia não caber a ele. Mas mesmo que aquele "assunto" proibido entre ambos ainda fosse um incômodo, Mikasa sabia que, pelo menos naquele dia, não parecia irritar o homem que amava.
Eren chupou mais forte e aproveitou que Mikasa se grudou mais ao corpo dele para agarrá-la ainda mais forte junto a seu corpo. Ele a fitou enquanto a sua boca ainda se ocupava do seio farto e notou que ela também o fitava com os olhos quase fechados pela sensação gostosa a qual ele lhe proporcionava.
Ela gemia e emitia uma respiração rasa, como se estivesse lhe faltando o ar. Ele poderia continuar tentando-a, mas nenhum dos dois suportava mais aquela demora.
De modo repentino e quase apressado, Eren a virou e agora era o corpo dela que estava apoiado no aparador. Ele a ergueu pelo queixo e tomou a boca dela num beijo apaixonado e carnal. Contudo, Mikasa percebeu que Eren não estava somente a beijando, como também estava despejando um líquido para dentro de sua boca; era o leite que ele havia engolido por sugar os seus seios tão freneticamente. Ela aceitou de bom grado aquele líquido familiar e desconhecido descer por sua garganta, embora o gosto fosse estranho.
As bocas de ambos se separaram, ainda com a respiração irregular, e os olhos verdes e castanhos se encontraram ansiando pelo seguinte ato. Eren afastou mais as pernas dela e guiou o seu membro completamente firme para dentro da feminilidade úmida. Mikasa gemeu de tesão e de alívio por novamente recebê-lo e teve uma repentina surpresa ao ser erguida por ele e conduzida até à janela do quarto.
Mikasa olhou para o lado de fora e depois para o seu mestre.
— Está com frio, não é? — Eren perguntou ao se movimentar mais para dentro dela.
Mikasa gemeu alto e assentiu.
— Não se preocupe. Irei te esquentar com o meu corpo — Ele assegurou ao posicioná-la melhor na janela. — Jogue o corpo para trás e deixe os braços soltos.
Mikasa obedeceu, ainda que estivesse bastante receosa quanto a altura e posição um tanto desconfortável.
— Você não vai cair. Estou te segurando — Ele tornou a assegurar, fitando-a com os olhos mais sóbrios e ansiosos que antes.
Mikasa prontamente assentiu. Ela confiava nele. Sempre confiaria, apesar de tudo.
— Agora relaxe... e me deixe nos levar à altura — Ele murmurou e iniciou o ritmo.
Eren não demoraria muito até levá-los ao mais alto pico do prazer, Mikasa pensou fitando a belo jardim silvestre. Para ela, agora o céu e o chão haviam trocado de lugar, o que a fizera imaginar que, de certo modo, ela já estava no mais alto ponto do céu.
Era assim que Eren a fazia se sentir, literalmente. Muitas das maravilhas que ela via nos lugares, até mesmo nas pequenas coisas, era por causa dele. O segundo amor de sua vida, a outra parte e seu coração, também lhe havia sido presenteada por ele — embora Eren jamais visse e veria como um "presente"; para ele, aquele pequeno ser sempre seria um castigo, um lastimável acidente. Mas ainda que as duas partes de seu coração estivessem completamente separadas, Mikasa sempre os amaria e sempre imaginaria em seus mais belos e doces sonhos como seria ter novamente uma família.
Eren gemeu alto e acelerou ainda mais o ritmo, aproximando-se mais do corpo suado dela.
Não ventilava muito, contudo, o ar era gélido, o que Mikasa sentiu por conta do arrepio causado na região de suas costas e pescoço. O resto do corpo delgado e feminino exalava bastante calor e tremulações dos músculos pela excitação e dor que o prazer entre ambos proporcionava. Os galhos dos pinheiros balançavam de um lado à outro e pequeninos animais pulavam de árvore em árvore para de protegerem enquanto alguns um pouco maiores cantavam alguns pinhões caídos no chão pela força do vento. O céu estava cinza e coberto por nuvens pesadas — talvez pela chuva que viria em breve —, embora ainda fossem percetíveis algumas rachaduras que mostravam o azul turquesa. Era assim que Mikasa via a atual relação que tinha com Eren; mesmo que tudo parecesse estar envolto de apenas sexo, dominação e submissão, o amor que ambos sentiam pelo outro sempre estaria ali, mesmo que de modo sutil.
Os gemidos que ela emitia soavam cada vez mais altos conforme as arremetidas de Eren ganhavam mais força e profundidade, empurrando cada vez mais o corpo dela para fora, mesmo que ele continuasse a segurá-la de modo firme. Os gemidos altos dela contrastavam muito com a voz que, cada vez que era preenchida com fúria e de modo completo, se perdia aos poucos. Ele também se encontrava do mesmo modo, a voz se esvaindo, mas o anseio de tomá-la com força o dava mais energia.
Era bom gritar e gemer o mais alto possível, pois não havia mais ninguém naquela floresta fechada a não ser eles dois e alguns pequenos animais residentes daquele lugar. Eren havia escolhido aquele remoto lugar para os dois morarem pois não haveria mais conflitos externos para se envolverem, nem mesmo intromissões sobre a vida que levavam. De início, Mikasa havia achado tudo muito estranho, pois ela estava acostumada com muitas pessoas ao redor, mas aos poucos ela foi se acostumando com aquela vida e relação que tinham.
Eren acelerou cada vez mais, balançando o corpo dela para fora da janela. Mikasa sentiu o seu corpo ficar mais e mais dolorido, mas ela admitia que estava adorando cada minuto em ser possuída com fúria por seu mestre, seu homem, o amor de sua vida. Era disso o que ele precisava, de que ambos precisavam desesperadamente. A relação dos dois nunca havia sido apenas de dominação e submissão, mas de completo vício que um tinha pelo outro, a vontade de sempre se unir e se completarem na cama ou fora dela.
Mas como tudo que era bom durava pouco, Mikasa sentiu espasmos correrem pelo seu corpo, sabendo que estava prestes a gozar e Eren também. Logo mais, ele se desvaziaria dentro dela e o ato teria um fim.
Mikasa — Eren grunhiu dando mais duas estocadas firmes para dentro do corpo de sua mulher, sua escrava, antes de quase se desfalecer sobre o corpo dela.
Mikasa também queria dizer o nome dele, mas ela sabia que era proibido. A relação atual dos dois não permitiria tal coisa.
Após as respirações de ambos se acalmarem, Eren retirou o seu membro um pouco menos excitado, porém ainda forme, de dentro do corpo dela e a ergueu mais próximo ao peito suado dele.
— Você é incrível — Ele murmurou olhando desejosa e atentamente para os olhos castanhos e todos os traços do rosto dela. Ambos estavam com os olhos semicerrados, suados e com a mesma expressão de cansaço por conta do ápice que haviam alcançado.
Ela conseguiu sorrir timidamente para ele, embora a sua respiração ainda estivesse voltando ao normal.
— Obrigada, mestre.

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